edição nº 4 ano 2019
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Quem acompanha as novidades dos especialistas em nutrição, já deve ter ouvido falar em superalimentos, que trazem nutrientes em doses superconcentradas, como, por exemplo, a maçã e a clorela. Mas a nova vedete dos superalimentos é a semente de chia, chegada faz alguns anos ao Brasil.


 
A semente extraída da chia, antiga planta (salvia hispanica) cultivada sobretudo no México, é uma fonte poderosíssima de fibras e de antioxidantes, que combatem os radicais livres responsáveis pelo envelhecimento. Além disso, o grão é um grande aliado a quem quer manter a forma, pois confere ao corpo a sensação de saciedade, eliminando a fome. Estudos também indicam que a chia é favorável ao tratamento de diabetes tipo 2, diminuindo a taxa de açúcar no sangue.

Como se não bastasse, as sementes têm níveis elevados de ômega 3, o que é invulgar ao mundo vegetal, que da família de ácidos graxos geralmente produz o ômega 6, como acontece com os óleos vegetais e as amêndoas. Já os grãos de chia têm em sua composição 18% de ALA (ácido alfa-linolênico) – representante do ômega 3 –, contendo quase a mesma proporção da linhaça. Como sabemos, os ácidos graxos ômega 3 não são sintetizados pelo corpo humano, mas trazem enormes benefícios a ele, como às suas atividades neurológicas e cardiovasculares (também combatem o mau humor). Vale notar que o ômega 3 de origem natural, achado em peixes de água fria (salmão, sardinha, truta, atum), na linhaça e na chia, é muito mais útil do que o sintético que agora integra a fórmula de muitos artigos industrializados. Por fim, as sementes de chia são também riquíssimas em proteínas e numa variedade de vitaminas e de sais minerais, incluindo cálcio, fósforo e ferro. Elas têm mais cálcio que a maioria dos produtos lácteos, podendo ser um substituto interessante a quem não consome laticínio. A chia também não possui glúten.

Ao contrário das sementes de linhaça, as de chia não precisam ser moídas para o consumo, pois são facilmente digeridas - só é preciso tomar cuidado na hora de engoli-las (algumas pessoas engasgam com a semente seca), sobretudo no caso de crianças. Na dúvida, converse com um nutricionista.

 

É possível misturar a chia com iogurtes, saladas, sopas ou sucos. Pode-se ainda fazer uma infusão com uma colher de sopa de sementes e 250 ml de água. Depois de deixar o chá algum tempo em repouso, basta bebê-lo. Ou ainda deixar uma colher de chia de molho em meio copo de água e beber a solução na manhã seguinte. Isso favorece o emagrecimento, pois reveste o estômago de uma espécie de "gel", trazendo sensação de plenitude.

 

Só não se deve exagerar na dose, pois os grãos de chia não são pouco calóricos (apesar de ser um produto sem colesterol). Uma colher de sopa por dia já é suficiente para aproveitar seus nutrientes. A chia pode ficar armazenada por dois anos sem perda de propriedades.

Um dos significados atribuídos à palavra “chia” designa “força”, fortalecimento. Os astecas costumavam dizer que uma colher das sementes era suficiente para sustentar um soldado por 24 horas. As sementes são uma fonte completa de proteínas.

Há cada vez mais estudos científicos sobre a chia e suas utilidades nutricionais, de tal modo que esta pequena mas poderosa semente de forma oval (com 2 mm de comprimento), redescoberta agora por médicos e nutricionistas, ganha rapidamente enorme popularidade.

Pois então: siga os passos dos maias e astecas e comece a usufruir da força da chia.


 


Maria Bové Martinez

Solariana, profa. de português, podóloga e terapeuta corporal da linha reichiana.

 
 
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