edição nº 12 ano 2017
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O planeta Terra foi preparado para ser um lugar onde a raça humana pudesse recomeçar sua evolução espiritual. A “Queda dos Anjos”, dos quais o mais brilhante, Lúcifer – que quer dizer Anjo de Luz – era o “chefe”, foi decorrente do Orgulho. Esses “anjos caídos” eram tão evoluídos, tão poderosos, que começaram a se julgar iguais ou melhores que Deus. O Orgulho, antítese da Humildade, impede a continuidade da Evolução. Quando o Orgulho sobe à cabeça o ser para de evoluir.

Deus, na sua infinita Bondade, deu a esses espíritos – por Ele criados – nova oportunidade de crescimento. Mas, para evitar que corrompessem outros que estavam evoluindo na mesma senda (Na casa de meu Pai há muitas moradas...) criou um planeta chamado Terra, numa galáxia distante, longe de todas as formas de vida semelhantes.

Essa saga – a dos seres autoevolutivos -  vem de longe, de milênios. Começou no reino mineral, passou ao vegetal, ao animal, e chegou ao humano – animal-racional. De vez em quando, na história da Evolução, há um “fechamento para balanço”. Os que estão evoluindo passam para o estágio superior. Os que não conseguem mais evoluir por si mesmos ficam como que “congelados” no estado em que se encontram e irão continuar sua evolução na medida em que servirem de nutrientes para os seres do estágio mais avançado. A planta (vegetal) se nutre do mineral. O animal se nutre do vegetal (e do mineral). O humano se nutre do mineral, do vegetal e do animal. A próxima etapa da evolução é o homem espiritual.

O mineral não tem mobilidade. É mudado de lugar pelas forças da natureza. O vegetal só se move para baixo, lançando suas raízes em busca dos nutrientes minerais, e para cima, em busca do sol, da energia mais pura, da luz. O animal não está fixo na terra; pode se mover em diversas direções. É comandado pelo instinto. Não tem um espírito individualizado, e sim uma alma coletiva. O Homem foi criado à imagem e semelhança de Deus. É criatura e criador. É dotado de livre-arbítrio, tem noção de tempo-espaço, coisa que os animais não têm.

Durante milênios a Evolução seguiu lentamente para que a base do ser humano se completasse. Mas a humanidade, em suas diversas fases evolutivas, esqueceu-se da Lei Maior de Deus, que é o AMOR. Para que esse imenso trabalho não se perdesse, periodicamente Deus mandava seus profetas e avatares reconduzirem a humanidade ao caminho correto. Como essa evolução era muito lenta e o planeta Terra cheio de tentações, o homem desviava-se de seu caminho. Para que começasse a trilhar novamente o caminho do bem, teria de ter outra chance. Daí as sucessivas reencarnações.

Deus, em sua infinita Bondade, vendo que a humanidade evoluía muito lentamente, porque carregava um pesado fardo de energias negativas, tomou uma atitude drástica: enviou seu próprio Filho, Jesus Cristo, para trazer – em pessoa - a Lei Maior. E essa lei diz que o Amor vence a Morte. E a Sua Ressurreição é o mais perfeito exemplo. Então as reencarnações não são mais necessárias. Ao Homem é dado morrer uma única vez.

Para que consiga isso, basta seguir duas regrinhas bastante simples:

1. Amar a Deus acima de todas as coisas.

2. Amar ao próximo como a si mesmo.

Jesus Cristo veio para trazer a simplicidade, de forma que toda criatura tenha acesso à salvação. Tudo aquilo que a humanidade acrescentou a essas regrinhas, toda interpretação, toda transcrição, toda tentativa de complicação, todo envolvimento de bens materiais, é parte do Mal, da escuridão.

Não são mais necessários profetas, avatares e salvadores externos. 

No caminho da evolução, cada um tem de salvar a si mesmo. Achar que alguém pode salvar o outro é impedir que o outro cresça; e o outro, que procura a salvação fora de si, não quer assumir a responsabilidade pelos seus atos. Porque sempre pode jogar a culpa em alguém.

O Homem Espiritual necessita cada vez menos de matéria. A movimentação da matéria gera atrito e o atrito, qualquer que seja ele, material, emocional, espiritual, diminui a velocidade e atrasa o progresso.

Estamos nos aproximando de um novo “fechamento para balanço”. A humanidade vai ser chamada para prestar contas de seus atos. Os que forem considerados aptos – mais ou menos um terço dos seres viventes – irão continuar sua evolução na quarta dimensão, na qual a matéria é mais fluida e os atritos quase não existem. Os dois terços que serão “congelados” estão pressentindo seu futuro negro. Nunca na história da humanidade houve tanta liberdade, tanta libertinagem, tantas coisas escancaradas. Isto já era previsto. No fim dos tempos, nada ficará escondido. Tudo será revelado, o bom e o ruim. Portanto, ninguém deve estranhar essas coisas horríveis que acontecem a cada momento. São os seres menos evoluídos mostrando-se ao mundo.

Durante milênios a humanidade evoluiu através do sofrimento. Nos dois primeiros séculos depois de Cristo, o trabalho dos artistas era retratar um mundo perfeito, ideal, através da emoção.  A etapa seguinte, que estamos vivenciando, é a evolução através da razão, da ciência. Nunca a ciência esteve tão adiantada. Mal nos acostumamos com alguma novidade, ela já foi superada. As últimas descobertas da ciência têm o dom de diminuir distâncias e de aproximar os seres humanos através da comunicação. Na quarta dimensão, antigas faculdades serão de novo concedidas aos seres humanos: telepatia, intuição, clarividência, bilocação, etc.

A parcela mais atrasada da humanidade tenta impedir que a parcela mais evoluída siga em frente. Os noticiários têm a finalidade de distrair ou de causar medo. O medo paralisa. Os que estão evoluindo vão sendo ajudados por seres de luz do futuro, da quinta dimensão. Por isso o tempo está acelerado. Já estamos passando da fase em que o decurso de tempo era necessário para o aprendizado. Os seres que nasceram nas últimas décadas parecem prontos, alguns têm condições de ativar milhões de neurônios precocemente. Sua capacidade de aprender é surpreendente. Eles serão os responsáveis pela difícil transição. Há muito a ser aprendido ainda. Mas se não houver AMOR...

Devemos começar pelo desapego. Desapego do passado, dos sentimentos negativos, dos bens materiais, de coisas inúteis. Numa das passagens da Bíblia, um moço muito rico perguntou a Jesus o que deveria fazer para ganhar a vida eterna. Jesus respondeu: “vai, vende tudo o que possuis, dá aos pobres e segue-me”. O moço ficou triste, porque tinha muitas posses. Já dizia Buda: “a causa do sofrimento é o desejo”. Será que estamos desejando as coisas certas? Espero que essas palavras, um tanto desalinhadas, sirvam para que alguém dê mais um passo rumo à Luz Maior. 


Nelson Godoy

Nelson Godoy é pai de sete filhos maravilhosos, escreveu diversos textos para eles (esse inclusive) e, atualmente, aluno do Solaris. Essa é a realidade, o resto é ficção.

 
 
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