edição nº 12 ano 2017
outros títulos do autor
Ritual de Cura
Máxima solariana nº8
Máxima solariana nº12
Máxima solariana nº6
MÁXIMA SOLARIANA Nº3
Máxima solariana nº22
Máxima solariana nº7
Máxima solariana nº11
     
 
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Máximas solarianas: o que vêm a ser?

 

Imagino que todos os solarianos tenham conhecimento das Máximas criadas pela nossa mestra Sofia Mountian. São pequenas pérolas que sintetizam complexas situações do cotidiano. Elas ajudam a ter percepção da realidade objetiva, o que constitui um dos ensinamentos constantes da mestra em seus cursos. Ao obter uma clara percepção da realidade objetiva, podemos, além de evitar a subjetividade que tanto atrapalha, escolher participar da realidade de modo mais visível, bem-sucedido e transformador. 


Esta seção da Revista da ONG Solaris se dedicará à interpretação das máximas criadas pela Sofia, por meio da descrição de situações vivenciadas por mim, por outros solarianos ou por pessoas em geral. 

 

Serão descritas e ilustradas 22 das Máximas Solarianas, as que são apresentadas periodicamente durante a Meditação dos Regalos. 

 

Embora cada máxima tenha um número, iniciando-se da Máxima nº 1, a ordem de publicação delas na revista será aleatória.




Máxima nº 20 : É inútil remar contra a maré; a única chance de acabar com o infortúnio é a aceitação e a percepção da realidade objetiva.



Um bom exemplo de aplicação dessa máxima é a aceitação da própria idade e do envelhecimento como algo natural. É muito comum vermos pessoas com idade avançada lutando desesperadamente para manter a aparência jovem. Usam roupas mais apropriadas para mulheres ou homens de 30 anos, frequentam freneticamente as academias, fazem plásticas atrás de plásticas, aplicam botox, agem como se tivessem 30 anos menos. É uma tentativa de segurar uma situação que já não existe.


Não aceitando a idade, começam a competir com pessoas mais jovens por algo que está fora de suas possibilidades – no campo amoroso, profissional, esportivo.... Enfim, em todas as situações. Com isso, gastam sua energia vital na busca de algo que não lhes é mais possível realizar, pois essa fase já passou. E não percebem que a ansiedade gerada nessa busca sem sentido acaba lhes tirando o viço e a alegria do rosto, o que é o contrário do que pretendem.


Aceitando a própria idade, não remando contra a maré, enfim, percebendo a realidade objetiva, é possível aproveitar o que a idade traz de positivo, que são as experiências acumuladas e a possibilidade de se tornar uma referência para a geração mais jovem. Qual é a contribuição de alguém mais velho para diferentes situações? Responder a essa pergunta traz, em primeiro lugar, serenidade à pessoa, e pode trazer também algo de marcante à sua participação, pois a percepção da realidade objetiva fundamenta qualquer proposta que seja coerente com a vivência das situações. Com isso, há tanto brilho que a pessoa até parece mais nova, sem precisar do botox ou dos 150 exercícios abdominais diários! 


Em resumo, jovens acima dos 50 anos, não remem contra a maré!

 

 

 


Célia Maria Vasques Miraldo

É psicóloga formada pela PUC e mestre em Psicologia Experimental pela USP. Trabalhou toda a vida profissional em Educação, durante 13 anos como professora na PUC e, nos últimos 16, no SENAI/SP, na área de Avaliação Educacional. Continuou trabalhando, depois de aposentada, como consultora do SENAI Nacional, nessa mesma área. É sacerdotisa do Instituto Solaris, onde ingressou em 1993, tendo participado da elaboração do curso “Eu sou”, destinado a adolescentes.

 
 
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