edição nº 12 ano 2017
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Máxima solariana nº6
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MÁXIMA SOLARIANA Nº3

Máximas solarianas: o que vêm a ser?

 

Imagino que todos os solarianos tenham conhecimento das Máximas criadas pela nossa mestra Sofia Mountian. São pequenas pérolas que sintetizam complexas situações do cotidiano. Elas ajudam a ter percepção da realidade objetiva, o que constitui um dos ensinamentos constantes da mestra em seus cursos. Ao obter uma clara percepção da realidade objetiva, podemos, além de evitar a subjetividade que tanto atrapalha, escolher participar da realidade de modo mais visível, bem-sucedido e transformador. 


Esta seção da Revista da ONG Solaris se dedicará à interpretação das máximas criadas pela Sofia, por meio da descrição de situações vivenciadas por mim, por outros solarianos ou por pessoas em geral. 

 

Serão descritas e ilustradas 22 das Máximas Solarianas, as que são apresentadas periodicamente durante a Meditação dos Regalos. 

 

Embora cada máxima tenha um número, iniciando-se da Máxima nº 1, a ordem de publicação delas na revista será aleatória.

 

 

MÁXIMA Nº3

A participação numa situação desconhecida é uma oportunidade para a evolução individual, pois permite testar seu comportamento e relacionamento com pessoas estranhas.  



A situação que vou descrever a seguir me fez realmente testar meu comportamento e mostrou uma possibilidade de relacionamento com pessoas estranhas. 

Numa tarde de muita chuva, eu estava dirigindo numa grande avenida de duas pistas, em São Paulo. Como faltava luz, não havia semáforo e um policial estava organizando o cruzamento. Num momento, pela posição de corpo dele, o trânsito estava liberado para mim. 


De repente, o policial virou seu corpo, fechando o fluxo de veículos na via em que eu estava, para permitir a passagem de uma ambulância que precisava cruzar essa via com urgência. Eu pus o pé no breque firmemente, mas o carro deslizou, dançou na pista molhada e, com grande esforço, consegui estancar o carro a dois centímetros do carro da frente, que já havia conseguido parar, ao comando do policial.

 

Mas o carro atrás do meu não conseguiu parar e bateu na minha traseira. O motorista desceu do carro muito bravo, brigando comigo e perguntando como é que eu parava daquele jeito, tão de repente. Eu comecei a brigar com o rapaz, indignada pelo fato de ele não ter percebido nada da situação e estar me acusando injustamente. Íamos esquentar os ânimos!

 

Foi aí que eu me lembrei dos ensinamentos solarianos e, quase automaticamente, fiz um STOP, prática que venho exercitando frequentemente! Era uma situação desconhecida, com pessoas estranhas, e eu quis ver como eu me sairia. Consegui controlar o meu mau humor e perguntei ao motorista que bateu na minha traseira: “Você tentou frear?”. “Sim”, me disse ele bem convicto e bravo! “Você derrapou nessa pista escorregadia?”, perguntei eu.  “Sim, porque você brecou de repente!”, disse ele. “Você deslizou e não conseguiu frear a tempo?”, perguntei eu. “Sim”, disse já mais calmo, porém ainda bravo. “Então”, concluí eu, “aconteceu exatamente assim comigo. A ambulância tinha que passar e era prioridade, o policial fechou a pista para nós, o meu carro também derrapou e dançou na pista. A única diferença é que, por sorte, eu não bati no carro da frente. Aconteceu a mesma coisa comigo...”

 

O rapaz se acalmou completamente, telefonou para o cunhado, que era o dono do carro, e pagou todo o conserto. Abençoada máxima! E acho que consegui, afinal, estabelecer certo nível de relacionamento com uma pessoa estranha, pois batemos longos papos enquanto esperávamos o cunhado telefonar para orientar sobre o seguro e demais providências!

 


Célia Maria Vasques Miraldo

É psicóloga formada pela PUC e mestre em Psicologia Experimental pela USP. Trabalhou toda a vida profissional em Educação, durante 13 anos como professora na PUC e, nos últimos 16, no SENAI/SP, na área de Avaliação Educacional. Continuou trabalhando, depois de aposentada, como consultora do SENAI Nacional, nessa mesma área. É sacerdotisa do Instituto Solaris, onde ingressou em 1993, tendo participado da elaboração do curso “Eu sou”, destinado a adolescentes.

 
 
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