edição nº 12 ano 2017
outros títulos do autor
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Ritual de Cura
Máxima solariana nº8
Máxima solariana nº12
Máxima solariana nº6
MÁXIMA SOLARIANA Nº3
Máxima solariana nº7
Máxima solariana nº11
     
 
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Máxima solariana nº22

Máximas solarianas: o que vêm a ser?

 

Imagino que todos os solarianos tenham conhecimento das Máximas criadas pela nossa mestra Sofia Mountian. São pequenas pérolas que sintetizam complexas situações do cotidiano. Elas ajudam a ter percepção da realidade objetiva, o que constitui um dos ensinamentos constantes da mestra em seus cursos. Ao obter uma clara percepção da realidade objetiva, podemos, além de evitar a subjetividade que tanto atrapalha, escolher participar da realidade de modo mais visível, bem-sucedido e transformador. 


Esta seção da Revista da ONG Solaris se dedicará à interpretação das máximas criadas pela Sofia, por meio da descrição de situações vivenciadas por mim, por outros solarianos ou por pessoas em geral. 

 

Serão descritas e ilustradas 22 das Máximas Solarianas, as que são apresentadas periodicamente durante a Meditação dos Regalos. 

 

Embora cada máxima tenha um número, iniciando-se da Máxima nº 1, a ordem de publicação delas na revista será aleatória.

 

 

 

MÁXIMA Nº22

Quando as portas no mundo real se fecham, o trabalho sobre si é duplicado; normalmente fazemos o contrário, ou seja, abandonamos qualquer trabalho evolutivo por falta de ânimo.



Há 13 anos, quando me aposentei – uma porta que se fechou para mim –, eu fiquei totalmente desanimada. Durante umas três semanas, eu acordava me sentindo um farrapo humano, pois, em minha cabeça da época, minha vida produtiva havia terminado. E, não sendo produtiva, eu não me sentia útil para a sociedade. Não me conformava, pensando que agora, justamente quando eu estava totalmente pronta para devolver à sociedade os longos anos de preparação profissional, eu não tinha como contribuir mais. Me sentia expulsa do mundo produtivo...


Não sabia o que fazer a cada manhã... Ficava de pijama, pela casa, sem saber como começar o dia, sem saber qual o sentido de minha vida dali por diante. A falta de ânimo era tão grande, e tão diferente da minha disposição usual, que meu filho começou a se preocupar. 


Um dia, me caiu a ficha! Percebi que era a oportunidade certa para dar mais atenção do que eu havia dado até então às práticas espirituais aprendidas no Solaris. Fazia anos que a Sofia insistia para fazermos diariamente as práticas, mas a desculpa da falta de tempo adiava esses exercícios para outra hora, que nunca chegava enquanto eu trabalhava fora. 


Resolvi, então, me dedicar à observação de mim mesma, procurando identificar qual era a ilusão, crença ou parte do ego que estavam me levando a tanto desânimo. Passei a fazer diariamente as práticas espirituais (exercícios físicos, mantras, meditação) e logo percebi o poder que o trabalho evolutivo tem para nos tirar de qualquer desânimo ou fase ruim. Ou seja, comprovei o poder dessa máxima solariana!


 

Logo aconteceu de eu ser convidada para trabalhar na mesma instituição em que me aposentara, agora como autônoma. E trabalhei para eles, por mais 9 anos, de um jeito mais tranquilo e gerando conhecimento para a instituição. Penso que essa oportunidade foi, principalmente, um efeito do trabalho evolutivo ao qual me dediquei....

 

 

 

Célia Maria Vasques Miraldo

É psicóloga formada pela PUC e mestre em Psicologia Experimental pela USP. Trabalhou toda a vida profissional em Educação, durante 13 anos como professora na PUC e, nos últimos 16, no SENAI/SP, na área de Avaliação Educacional. Continuou trabalhando, depois de aposentada, como consultora do SENAI Nacional, nessa mesma área. É sacerdotisa do Instituto Solaris, onde ingressou em 1993, tendo participado da elaboração do curso “Eu sou”, destinado a adolescentes.

 
 
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