edição nº 5 ano 2018
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Máximas solarianas: o que vêm a ser?

 

Imagino que todos os solarianos tenham conhecimento das Máximas criadas pela nossa mestra Sofia Mountian. São pequenas pérolas que sintetizam complexas situações do cotidiano. Elas ajudam a ter percepção da realidade objetiva, o que constitui um dos ensinamentos constantes da mestra em seus cursos. Ao obter uma clara percepção da realidade objetiva, podemos, além de evitar a subjetividade que tanto atrapalha, escolher participar da realidade de modo mais visível, bem-sucedido e transformador. 


Esta seção da Revista da ONG Solaris se dedicará à interpretação das máximas criadas pela Sofia, por meio da descrição de situações vivenciadas por mim, por outros solarianos ou por pessoas em geral. 

 

Serão descritas e ilustradas 22 das Máximas Solarianas, as que são apresentadas periodicamente durante a Meditação dos Regalos. 

 

Embora cada máxima tenha um número, iniciando-se da Máxima nº 1, a ordem de publicação delas na revista será aleatória.

 

MÁXIMA 01

“O passado é perfeito pois teve a permissão para existir”.


Inúmeras situações cotidianas são capazes de ilustrar o poder dessa máxima solariana. Pessoas podem amargar, por muitos anos, decisões difíceis como um divórcio, uma mudança de casa ou de cidade, a compra de um bem acima de suas possibilidades financeiras. Podem ainda se lastimar diariamente por ocasiões como uma dispensa de um emprego, a decisão de um juiz de deixar a guarda dos filhos com o pai, a perda de muito dinheiro, a morte de uma pessoa querida. São muitas as situações que podem levar alguém a ficar sofrendo, durante um bom tempo, por questões do passado. E sem dar o próximo passo!

 

A máxima “O passado é perfeito pois teve a permissão de existir” traz uma perspectiva que, embore não console completamente quem enfrentou situações difíceis, pode pelo menos atenuar seus sentimentos de perda, rejeição, incompetência, culpa. E permitir que, olhando para a situação de um ponto de vista objetivo, encontre paz e compreensão.

 

Trago um exemplo para ilustrar. Há poucos meses, eu estava conversando com uma amiga que se lamentava por haver vendido um apartamento uns anos atrás, quando precisou de dinheiro. Tratava-se de seu segundo imóvel, pois havia comprado um apartamento novo, em que morava. 

 

Ela pedira emprestado ao irmão certa quantia para finalizar questões judiciais e ficou aflita com a dívida. Então, vendeu o apartamento para liquidá-la. Depois de alguns anos, ela passou a se lamentar, pois considerava que poderia ter deixado a dívida com o irmão “pendurada” por mais um ou dois anos e, em seguida, teria condições de quitá-la. Dizia que fora impulsiva e apressada. Agora, não tinha o segundo apartamento e a renda lhe fazia falta. Andava triste com isso e dizia a todo momento que não deveria tê-lo vendido, ainda mais porque logo em seguida lhe foi oferecido um cargo superior na empresa onde trabalhava, com consequente aumento de salário. Isso lhe possibilitaria fazer uma proposta ao irmão para pagamento parcelado da dívida. 

 

Sempre que ela se lastimava, dizendo “Por que fiz isso? Eu não devia ter vendido!”, eu me lembrava de uma frase aprendida com meu pai: “É fácil ser o profeta do passado depois que tudo aconteceu!”. Mas, quando esta máxima solariana me veio à cabeça e a apresentei à minha amiga, parece que se fez a luz para ela! Compreendeu que o passado, perfeito em sua permissão para ter acontecido, veio lhe ensinar grandes lições, como o controle da impulsividade, o planejamento, a revisão crítica de certos conceitos - como o de obrigatoriedade de pagar uma dívida imediatamente, sem negociação. Acho que fiz bem à minha amiga! Aliás, eu, não! A máxima solariana!


Célia Maria Vasques Miraldo

É psicóloga formada pela PUC e mestre em Psicologia Experimental pela USP. Trabalhou toda a vida profissional em Educação, durante 13 anos como professora na PUC e, nos últimos 16, no SENAI/SP, na área de Avaliação Educacional. Continuou trabalhando, depois de aposentada, como consultora do SENAI Nacional, nessa mesma área. É sacerdotisa do Instituto Solaris, onde ingressou em 1993, tendo participado da elaboração do curso “Eu sou”, destinado a adolescentes.

 
 
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