edição nº 9 ano 2018
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Máxima solariana nº6
MÁXIMA SOLARIANA Nº3
Máxima solariana nº22
Máxima solariana nº7
Máxima solariana nº11
Máxima solariana nº10
     
 
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Máximas solarianas: o que vêm a ser?

 

Imagino que todos os solarianos tenham conhecimento das Máximas criadas pela nossa mestra Sofia Mountian. São pequenas pérolas que sintetizam complexas situações do cotidiano. Elas ajudam a ter percepção da realidade objetiva, o que constitui um dos ensinamentos constantes da mestra em seus cursos. Ao obter uma clara percepção da realidade objetiva, podemos, além de evitar a subjetividade que tanto atrapalha, escolher participar da realidade de modo mais visível, bem-sucedido e transformador. 


Esta seção da Revista da ONG Solaris se dedicará à interpretação das máximas criadas pela Sofia, por meio da descrição de situações vivenciadas por mim, por outros solarianos ou por pessoas em geral. 

 

Serão descritas e ilustradas 22 das Máximas Solarianas, as que são apresentadas periodicamente durante a Meditação dos Regalos. 

 

Embora cada máxima tenha um número, iniciando-se da Máxima nº 1, a ordem de publicação delas na revista será aleatória.

 

 

MÁXIMA 02

“A situação existente não é boa, nem má; ela é um livro da vida em que você é um participante. Ao dominá-la, você é capaz de escolher o personagem preferido, sem mudar o conteúdo.”


Nos últimos tempos, tenho ficado meio aflita com os desenvolvimentos tecnológicos. A chamada “quarta revolução industrial” traz possibilidades antes vistas apenas nos filmes de ficção científica.... Já existem, e espera-se por sua comercialização até 2025  (logo aí!), utensílios que farão a maior parte das tarefas por nós: aspiradores que andam pela casa sozinhos (esses já à venda), carros e até aviões que se movimentam sem um ser humano no controle, robôs que tomam conta de crianças, grandes cirurgias feitas à distância, códigos genéticos alterados e personalizados segundo desejos do cliente, impressão de órgãos humanos em impressoras 3D, fabricação de produtos utilizando materiais extremamente fortes e finos que não agridem a natureza, drones que monitoram nossa saúde, trazem socorro, respondem pela vigilância de bairros inteiros, cobrem áreas de perigo, fazem entregas postais... Enfim, as possibilidades que se abrem a partir da inteligência artificial, da robótica, dos veículos autônomos, da impressão 3D, da nanotecnologia, da biotecnologia, do armazenamento de energia e da computação quântica são milhares e, a cada ano, mais diversificadas.

 

Ler sobre tudo isso causa alguma esperança e, ao mesmo tempo, algum desconforto. Seres humanos ficarem liberados de tarefas pesadas, que cada vez mais passarão a ser realizadas por máquinas, é muito promissor. Mas onde vai parar nossa privacidade? Nosso livre arbítrio? O que vai acontecer com o mundo do trabalho? Como será a formação profissional daqui por diante? Haverá desemprego em massa? E como ficam os questionamentos éticos diante desse novo cenário que exige um Homem mais fortalecido em sua consciência e mais espiritualizado? Como deverá ser a educação desse novo Homem?

 

Esses questionamentos vêm preenchendo meus pensamentos. E me deixam atordoada. Mas o ápice aconteceu, por incrível que pareça, numa situação bem corriqueira do cotidiano. Veio em casa um técnico fazer um ajuste qualquer na minha geladeira. E, conversa vai, conversa vem, ele me disse que modelos como o meu estão em vias de extinção, pois as geladeiras inteligentes já estão sendo fabricadas. Pelo que eu entendi, elas estarão conectadas ao supermercado e identificarão que, por exemplo, eu costumo comprar tomates e os tomates estão terminando. Enviarão um pedido ao supermercado, que me mandará os abençoados tomates! “O quê?!”, disse eu. “Uma geladeira decidindo o que eu devo comer ou deixar de comer? E mandando ordens para o supermercado? E se eu não quiser tomates naquela semana? Como assim?”

 

Estava eu nesse fluxo de pensamentos quando me lembrei da máxima solariana escolhida para este artigo. A pacificação veio imediatamente! Não tenho que (nem quero) lutar contra a realidade. Os avanços tecnológicos estão chegando para ficar. E isso não é bom nem ruim. Apenas é! E eu devo escolher participar dessa realidade de modo ativo, conhecendo-a, escolhendo para mim um papel que me represente física, mental e espiritualmente, pois o conteúdo dessa revolução não vai se alterar só porque eu me sinto invadida. Com a percepção da realidade objetiva, veio também a paz...




Célia Maria Vasques Miraldo

É psicóloga formada pela PUC e mestre em Psicologia Experimental pela USP. Trabalhou toda a vida profissional em Educação, durante 13 anos como professora na PUC e, nos últimos 16, no SENAI/SP, na área de Avaliação Educacional. Continuou trabalhando, depois de aposentada, como consultora do SENAI Nacional, nessa mesma área. É sacerdotisa do Instituto Solaris, onde ingressou em 1993, tendo participado da elaboração do curso “Eu sou”, destinado a adolescentes.

 
 
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