edição nº 10 ano 2018
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Máximas solarianas: o que vêm a ser?

 

Imagino que todos os solarianos tenham conhecimento das Máximas criadas pela nossa mestra Sofia Mountian. São pequenas pérolas que sintetizam complexas situações do cotidiano. Elas ajudam a ter percepção da realidade objetiva, o que constitui um dos ensinamentos constantes da mestra em seus cursos. Ao obter uma clara percepção da realidade objetiva, podemos, além de evitar a subjetividade que tanto atrapalha, escolher participar da realidade de modo mais visível, bem-sucedido e transformador. 


Esta seção da Revista da ONG Solaris se dedicará à interpretação das máximas criadas pela Sofia, por meio da descrição de situações vivenciadas por mim, por outros solarianos ou por pessoas em geral. 

 

Serão descritas e ilustradas 22 das Máximas Solarianas, as que são apresentadas periodicamente durante a Meditação dos Regalos. 

 

 

Embora cada máxima tenha um número, iniciando-se da Máxima nº 1, a ordem de publicação delas na revista será aleatória.

 

 

MÁXIMA 21

“Agradeça às pessoas que falam bem de você; agradeça às pessoas que falam mal de você. Em ambos os casos, há 5% de verdade da sua imagem externa que você desconhece”.

 

Como esta máxima é importante para a percepção da realidade objetiva! Neste caso, a percepção objetiva é a da nossa própria realidade individual. Quando estamos trilhando um caminho evolutivo, receber uma informação sobre quem somos ou como agimos é um presente de autoconhecimento!

O artigo deste mês foi escrito a quatro mãos, pois quem forneceu a ilustração para a máxima foi nossa querida Elvira, sacerdotisa do Solaris que uma a duas vezes por ano conduz, juntamente com mais dois sacerdotes, uma das Meditações oferecidas pela ONG Solaris. As meditações, que acontecem todos os domingos, são momentos especiais de harmonização – de pacificação e de energização nossa e do planeta - e parecem sempre envoltas por uma aura iluminada que nos enche de serenidade para levarmos  a semana seguinte.

 

Estar à frente de uma Meditação é frequentemente uma situação delicada, pois precisamos encontrar um bom equilíbrio entre vários fatores: entre a condução (correção das etapas e do gestual da meditação) e a entrega e ligação a uma energia vibrante; entre, de um lado, o desejo de conduzi-la sem pensar no tempo e, de outro, a necessidade de respeitá-lo; entre os objetivos da meditação e a energia do público participante. Nem sempre temos o traquejo, a entrega, o conhecimento mais “prático” das etapas da Meditação ou a habilidade de nos soltarmos diante de pessoas que ali vieram para melhorar energeticamente sua semana.

 

Conta a Elvira que, numa das primeiras meditações que conduziu, observou muitos pontos que poderiam ter sido melhorados na sua atuação. Mesmo assim, recebeu um elogio de uma das pessoas mais experientes, o que a estimulou a se voluntariar para mais meditações.

 

Recentemente, já mais experiente, Elvira aceitou de última hora participar de uma Meditação, com o coração e o envolvimento que lhe são característicos. Porém, no momento de entoar os mantras, sentiu-se em dúvida e ficou aliviada ao ouvir o som retumbante do público a acompanhando. Ao final, recebeu alguns comentários de uma das pessoas mais experientes da sala quanto ao seu desempenho. Dizia ela que os mantras tinham sido emitidos com uma voz muito fraca: “Os mantras devem ser vibrados”.

 

Elvira conta que, no dia seguinte, durante suas práticas matinais, agradecida pelo comentário, vibrou os mantras com voz plena da forma indicada pela colega. E, desde então, seu momento de entoar mantras tem sido vibrante. Sentiu-se agradecida por reconhecer um aspecto de sua atuação que desconhecia.

 

Possivelmente alguns vizinhos são acordados por sua voz... Mas esta percepção exemplificará outra máxima, em outra ocasião...


Célia Maria Vasques Miraldo

É psicóloga formada pela PUC e mestre em Psicologia Experimental pela USP. Trabalhou toda a vida profissional em Educação, durante 13 anos como professora na PUC e, nos últimos 16, no SENAI/SP, na área de Avaliação Educacional. Continuou trabalhando, depois de aposentada, como consultora do SENAI Nacional, nessa mesma área. É sacerdotisa do Instituto Solaris, onde ingressou em 1993, tendo participado da elaboração do curso “Eu sou”, destinado a adolescentes.

 
 
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