edição nº 9 ano 2018
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Por que usamos incenso?

Estava distraída mexendo no computador quando fui tocada por aquele cheirinho gostoso de café vindo devagarzinho da janela da vizinha. Imediatamente fui transportada para uma tarde fria e tranquila conversando com uma amiga, parceira de caminhada.  Como dizíamos, sempre tínhamos muitas palavrinhas a serem trocadas, entremeadas com muitas risadas. Deu saudades, daquelas que nos é permitida quando acessamos as nossas lembranças. Daí me ocorreu a reflexão da importância do olfato nas diferentes situações que vivemos.


Um simples aspirar e basta — qualquer cheiro é suficiente para despertar fome, provocar atração ou repulsa, trazer de volta cenas do passado. Cheirar é se emocionar sempre. Mas na maioria das vezes isso é tão sutil que não se dá importância e se acaba torcendo o nariz para o olfato — o mais primitivo e intrigante dos sentidos, e com certeza o menos conhecido pela ciência.


Através do olfato podemos chegar a Deus. Sabe como? Se, ao sentarmos para orar ou meditar, queimarmos um bom incenso, com certeza o aroma exalado por ele nos apaziguará e nos ajudará a manter a nossa concentração.


“O significado da fumaça do incenso é o elemento espiritual etéreo ou o plano fino espiritual que está no ar, por onde todas as energias, pensamentos e informações espirituais transitam para chegar a seus devidos lugares.”


Desde os tempos remotos das mais primitivas culturas ou das mais desenvolvidas civilizações que já existiram no planeta, usaram o incenso, principalmente em cerimônias religiosas.

 

Incenso foi usado por culturas chinesas desde os tempos neolíticos e seu uso tornou-se mais difundido durante as dinastias Xia, Shang e Zhou. O primeiro exemplo documentado de utilização de incensos vem da época em que usavam incenso composto de ervas e produtos vegetais (como cássia, canela, styrax, sândalo, entre outros) como um componente de ritos cerimoniais. 


“DEUSES amam fragrâncias.” Esse era um ditado comum entre os antigos egípcios. Para eles, a queima de incenso desempenhava um papel importante na adoração de seus deuses. 


Na igreja católica, em algumas passagens bíblicas há referência à fumaça do incenso como uma alusão às orações dos fiéis sendo levadas a Deus. Significativamente o incenso está registrado como um dos presentes que o menino Jesus recebeu em seu nascimento pelos reis magos: “Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, adoraram-no; e abrindo os seus cofres, fizeram-lhe ofertas de ouro, incenso e mirra.”


Bem, depois dessa divagação me diga uma coisa, você utiliza incenso em suas práticas meditativas ou apenas para deixar sua casa com um cheirinho agradável? Eu posso lhe afirmar que o aroma e a fumaçinha do café é um incenso para minha alma.


Vera Lucia Moretti

 

Formação em Pedagogia com especialização em Administração Escolar, Supervisão e Orientação Educacional. Na área holística formação em massoterapia holística, REIKI e Tarô. É sacerdotisa do Instituto Solaris, onde ingressou em 1993, tendo participado da elaboração do curso “Eu sou”, destinado a adolescentes.

 
 
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