edição nº 9 ano 2018
outros títulos do autor
Máxima solariana nº20
Ritual de Cura
Máxima solariana nº8
Máxima solariana nº12
Máxima solariana nº6
MÁXIMA SOLARIANA Nº3
Máxima solariana nº22
Máxima solariana nº7
Máxima solariana nº11
Máxima solariana nº10
     
 
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Máximas solarianas: o que vêm a ser?

 

Imagino que todos os solarianos tenham conhecimento das Máximas criadas pela nossa mestra Sofia Mountian. São pequenas pérolas que sintetizam complexas situações do cotidiano. Elas ajudam a ter percepção da realidade objetiva, o que constitui um dos ensinamentos constantes da mestra em seus cursos. Ao obter uma clara percepção da realidade objetiva, podemos, além de evitar a subjetividade que tanto atrapalha, escolher participar da realidade de modo mais visível, bem-sucedido e transformador. 


Esta seção da Revista da ONG Solaris se dedicará à interpretação das máximas criadas pela Sofia, por meio da descrição de situações vivenciadas por mim, por outros solarianos ou por pessoas em geral. 

 

Serão descritas e ilustradas 22 das Máximas Solarianas, as que são apresentadas periodicamente durante a Meditação dos Regalos. 

 

 

 

Embora cada máxima tenha um número, iniciando-se da Máxima nº 1, a ordem de publicação delas na revista será aleatória.

 

 

MÁXIMA 18

“O que eu aprendi hoje? A resposta é válida quando existe  experiência pessoal, com uso prático do conhecimento..”


Na minha experiência de viver no Canadá, tenho tido muitas oportunidades para praticar o conhecimento que adquiri no Solaris, com nossa mestra Sofia Mountian! Tenho praticado as máximas e as demais orientações o quanto posso. E não têm sido poucas as situações que me trazem à lembrança uma máxima, um mantra, as redes, as meditações, os rituais diários, o Ritual de Cura – sobre o qual já comentei na revista. 


A situação que eu vivi, e que ilustra a máxima 18, aconteceu numa manhã gelada de terça-feira, em novembro de 2017. Toda terça, o supermercado próximo envia um ônibus aos prédios num raio de três quarteirões, e as senhoras (e os senhores!) podem utilizá-lo para fazer suas compras. Eles nos pegam, levam ao supermercado e nos trazem de volta. E a entrega das compras é gratuita! É um oferecimento, aliás um inteligente oferecimento, da empresa. Uma estratégia de marketing que garante cerca de 30 clientes comprando em sua loja nas terças-feiras de manhã.


Eu tenho utilizado regularmente essa forma de me dirigir ao supermercado, especialmente nos meses de neve, quando é impossível caminhar no gelo. Uma abençoada alternativa para abastecer minha casa.


Pois bem! Toda semana, eu puxo conversa com as senhoras que estão ao meu lado durante a viagem até o supermercado. Uma das orientações da Sofia é a de nos comunicarmos sempre com quem está em volta, pois alguma resposta virá do mundo invisível: uma informação de que precisamos, uma orientação, uma sugestão... enfim, haverá uma resposta! E eu, que estou me adaptando a uma cultura diferente, aproveito também para praticar meu francês, que já falo, mas preciso exercitar. 


Num desses dias, sentou-se ao meu lado a Henriette. E lá fui eu lhe contando sobre meu país e sobre as razões que me fizeram vir ao Canadá. Lá pelas tantas, eu lhe contei que minha maior dificuldade era o francês, pois o que é falado aqui é o quebecois (quebecoá), um francês adaptado pelos habitantes do Québec e que é bem diferente do que eu aprendi. Disse-lhe que eu precisava era de uma professora de francês. Na verdade, eu já havia transmitido essa ideia a duas pessoas aqui do condomínio. Queria alguém a quem eu pagasse apenas para falar comigo, uma hora por semana, corrigindo minha pronúncia e formação das frases e mostrando os termos mais usuais daqui... Enfim, alguém com quem eu pudesse falar sem aflição e que me ajudasse a ficar mais solta na comunicação. Não era necessário que fosse realmente uma professora. E Henriette me respondeu: “Eu posso fazer isso pra você!”.


Eu fiquei muito contente! E até hoje, desde novembro de 2017, Henriette vem ao meu apartamento e me traz lições, práticas, textos, e depois tomamos um café juntas no bistrô do térreo. Ela também mora neste prédio.


Hoje em dia, Henriette é uma grande amiga, alguém com quem compartilho aflições, alegrias... Saímos juntas, passeamos e continuamos com nossas aulas!


E, quando observo a bênção que ela está sendo na minha vida, relembro essa máxima e penso: “O que eu aprendi naquele dia, no ônibus?”. A resposta é clara para mim! Eu pratiquei o conhecimento e comuniquei algo a meu respeito. O universo reagiu!!!


Célia Maria Vasques Miraldo

É psicóloga formada pela PUC e mestre em Psicologia Experimental pela USP. Trabalhou toda a vida profissional em Educação, durante 13 anos como professora na PUC e, nos últimos 16, no SENAI/SP, na área de Avaliação Educacional. Continuou trabalhando, depois de aposentada, como consultora do SENAI Nacional, nessa mesma área. É sacerdotisa do Instituto Solaris, onde ingressou em 1993, tendo participado da elaboração do curso “Eu sou”, destinado a adolescentes.

 
 
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