edição nº 9 ano 2018
outros títulos do autor
Máxima solariana nº1
Máxima solariana nº15
Máxima solariana nº2
Máxima solariana nº21
Máxima solariana nº5
Máxima solariana nº13
     
 
veja também
O que é pilates?
Indústria 4.0 ou Quarta Revolução Industrial
Máxima solariana nº13
Teoria da Abrangência na vida cotidiana
Máxima solariana nº18

Máximas solarianas: o que vêm a ser?

 

Imagino que todos os solarianos tenham conhecimento das Máximas criadas pela nossa mestra Sofia Mountian. São pequenas pérolas que sintetizam complexas situações do cotidiano. Elas ajudam a ter percepção da realidade objetiva, o que constitui um dos ensinamentos constantes da mestra em seus cursos. Ao obter uma clara percepção da realidade objetiva, podemos, além de evitar a subjetividade que tanto atrapalha, escolher participar da realidade de modo mais visível, bem-sucedido e transformador. 


Esta seção da Revista da ONG Solaris se dedicará à interpretação das máximas criadas pela Sofia, por meio da descrição de situações vivenciadas por mim, por outros solarianos ou por pessoas em geral. 

 

Serão descritas e ilustradas 22 das Máximas Solarianas, as que são apresentadas periodicamente durante a Meditação dos Regalos. 

 

 

 

Embora cada máxima tenha um número, iniciando-se da Máxima nº 1, a ordem de publicação delas na revista será aleatória.

 

 

MÁXIMA 18

“O que eu aprendi hoje? A resposta é válida quando existe  experiência pessoal, com uso prático do conhecimento..”


Na minha experiência de viver no Canadá, tenho tido muitas oportunidades para praticar o conhecimento que adquiri no Solaris, com nossa mestra Sofia Mountian! Tenho praticado as máximas e as demais orientações o quanto posso. E não têm sido poucas as situações que me trazem à lembrança uma máxima, um mantra, as redes, as meditações, os rituais diários, o Ritual de Cura – sobre o qual já comentei na revista. 


A situação que eu vivi, e que ilustra a máxima 18, aconteceu numa manhã gelada de terça-feira, em novembro de 2017. Toda terça, o supermercado próximo envia um ônibus aos prédios num raio de três quarteirões, e as senhoras (e os senhores!) podem utilizá-lo para fazer suas compras. Eles nos pegam, levam ao supermercado e nos trazem de volta. E a entrega das compras é gratuita! É um oferecimento, aliás um inteligente oferecimento, da empresa. Uma estratégia de marketing que garante cerca de 30 clientes comprando em sua loja nas terças-feiras de manhã.


Eu tenho utilizado regularmente essa forma de me dirigir ao supermercado, especialmente nos meses de neve, quando é impossível caminhar no gelo. Uma abençoada alternativa para abastecer minha casa.


Pois bem! Toda semana, eu puxo conversa com as senhoras que estão ao meu lado durante a viagem até o supermercado. Uma das orientações da Sofia é a de nos comunicarmos sempre com quem está em volta, pois alguma resposta virá do mundo invisível: uma informação de que precisamos, uma orientação, uma sugestão... enfim, haverá uma resposta! E eu, que estou me adaptando a uma cultura diferente, aproveito também para praticar meu francês, que já falo, mas preciso exercitar. 


Num desses dias, sentou-se ao meu lado a Henriette. E lá fui eu lhe contando sobre meu país e sobre as razões que me fizeram vir ao Canadá. Lá pelas tantas, eu lhe contei que minha maior dificuldade era o francês, pois o que é falado aqui é o quebecois (quebecoá), um francês adaptado pelos habitantes do Québec e que é bem diferente do que eu aprendi. Disse-lhe que eu precisava era de uma professora de francês. Na verdade, eu já havia transmitido essa ideia a duas pessoas aqui do condomínio. Queria alguém a quem eu pagasse apenas para falar comigo, uma hora por semana, corrigindo minha pronúncia e formação das frases e mostrando os termos mais usuais daqui... Enfim, alguém com quem eu pudesse falar sem aflição e que me ajudasse a ficar mais solta na comunicação. Não era necessário que fosse realmente uma professora. E Henriette me respondeu: “Eu posso fazer isso pra você!”.


Eu fiquei muito contente! E até hoje, desde novembro de 2017, Henriette vem ao meu apartamento e me traz lições, práticas, textos, e depois tomamos um café juntas no bistrô do térreo. Ela também mora neste prédio.


Hoje em dia, Henriette é uma grande amiga, alguém com quem compartilho aflições, alegrias... Saímos juntas, passeamos e continuamos com nossas aulas!


E, quando observo a bênção que ela está sendo na minha vida, relembro essa máxima e penso: “O que eu aprendi naquele dia, no ônibus?”. A resposta é clara para mim! Eu pratiquei o conhecimento e comuniquei algo a meu respeito. O universo reagiu!!!


Célia Maria Vasques Miraldo

É psicóloga formada pela PUC e mestre em Psicologia Experimental pela USP. Trabalhou toda a vida profissional em Educação, durante 13 anos como professora na PUC e, nos últimos 16, no SENAI/SP, na área de Avaliação Educacional. Continuou trabalhando, depois de aposentada, como consultora do SENAI Nacional, nessa mesma área. É sacerdotisa do Instituto Solaris, onde ingressou em 1993, tendo participado da elaboração do curso “Eu sou”, destinado a adolescentes.

 
 
Imprimir