edição nº 11 ano 2018
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Máximas solarianas: o que vêm a ser?

 

Imagino que todos os solarianos tenham conhecimento das Máximas criadas pela nossa mestra Sofia Mountian. São pequenas pérolas que sintetizam complexas situações do cotidiano. Elas ajudam a ter percepção da realidade objetiva, o que constitui um dos ensinamentos constantes da mestra em seus cursos. Ao obter uma clara percepção da realidade objetiva, podemos, além de evitar a subjetividade que tanto atrapalha, escolher participar da realidade de modo mais visível, bem-sucedido e transformador. 


Esta seção da Revista da ONG Solaris se dedicará à interpretação das máximas criadas pela Sofia, por meio da descrição de situações vivenciadas por mim, por outros solarianos ou por pessoas em geral. 

 

Serão descritas e ilustradas 22 das Máximas Solarianas, as que são apresentadas periodicamente durante a Meditação dos Regalos. 

 

 

Embora cada máxima tenha um número, iniciando-se da Máxima nº 1, a ordem de publicação delas na revista será aleatória.

 

 

 

MÁXIMA 05

“Não confie demais nas pessoas, nem desconfie delas, pois todos têm falhas dependendo da situação.”


Há uns 12 anos, eu estava começando uma amizade com uma mulher interessante, uma baiana que era bem voltada ao seu crescimento pessoal, o que era um ponto de conexão entre nós. 

 

Ela me contou sobre o desastre financeiro que havia vivido quando a empresa em que era gerente de alto escalão sofrera uma bancarrota. Contava ela que fazia viagens incríveis pelo mundo, tudo à custa dessa empresa. Pelo visto, ela estava autorizada a ficar nos melhores hotéis, comer nos melhores restaurantes, assistir aos melhores concertos e shows nas mais badaladas cidades do planeta. E me dizia que, de uma hora para outra, o dono da empresa havia criado uma situação jurídica que a tornou responsável por pagar uma grande dívida, tanto à Fazenda quanto a credores. Eu acreditava em tudo!

 

E ela começou a me pedir dinheiro emprestado. Dizia que estava numa situação financeira periclitante e que me devolveria. No início, ela realmente me devolveu. Mas começou a passar dos limites. Dizia precisar de uma mesa para sua sala de jantar e me pedia para levá-la de carro até Embu. Eu a levava, mas, no momento de pagar a mesa e outras coisas de que precisava, ela falava às vendedoras que quem iria pagar era eu, sem nem ao menos me perguntar se eu podia! Parte dessas coisas ela me devolveu ao longo dos meses. Mas sua atitude de ter como certo que eu pagaria suas contas começou a me incomodar muito.

 

Certo dia, ela disse, numa discussão de grupo em um curso, que ela era contra o sistema capitalista! Ela não tinha cartão de crédito, não tinha conta em banco, não entrava nesse esquema sórdido de prisão pelo dinheiro. Nesse dia, num momento em que estávamos sozinhas, eu lhe disse que ela não tinha cartão de crédito nem precisava de um, porque eu tinha e lhe pagava as contas. Ela respondeu que uma amizade não poderia se basear em dinheiro e se afastou de mim... Nossa amizade terminou ali! Acho que, no fim das contas, fui protegida, porque teria continuado a ajudá-la, mesmo ela me devendo algum dinheiro, que nunca pagou!

 

 

Hoje, conhecendo as máximas solarianas, identifico a de número 5 como a ideal para compreender a realidade objetiva de toda essa situação! Ela era uma pessoa interessante, cheia de ideias sobre o mundo, sobre espiritualidade, sobre nossa posição no Universo, ideias com muitas das quais eu concordava. Fizemos muitos cursos juntas, viajamos, curtimos bons momentos. Mas as circunstâncias de sua vida, sem emprego, sem dinheiro, com o nome sujo na praça, com a filha e a neta morando na Europa, sem apoios em São Paulo, a levaram a confundir os limites razoáveis de uma amizade. Assim, aprendi que todos têm falhas, dependendo da situação vivida! E aprendi a confiar menos, observando mais o comportamento das pessoas com as quais convivo!


Célia Maria Vasques Miraldo

É psicóloga formada pela PUC e mestre em Psicologia Experimental pela USP. Trabalhou toda a vida profissional em Educação, durante 13 anos como professora na PUC e, nos últimos 16, no SENAI/SP, na área de Avaliação Educacional. Continuou trabalhando, depois de aposentada, como consultora do SENAI Nacional, nessa mesma área. É sacerdotisa do Instituto Solaris, onde ingressou em 1993, tendo participado da elaboração do curso “Eu sou”, destinado a adolescentes.

 
 
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