edição nº 12 ano 2018
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Mensagem para 2010
Mediunidade
Caminho Evolutivo no século XXI
Vivendo com seu Gestor
Regra de 3
Superação
Caminho dos Guerreiros
Legado Atlante
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Esoterismo e ciência

O esoterismo costuma ser confundido com as artes divinatórias, baseadas em intuição, domínio de forças sobrenaturais, vidências e premonições. 


Mas o esoterismo utiliza ferramentas, como tarô, runas, búzios, pêndulos ou signos e astros. O uso desses instrumentos não é nada simples. É impossível aprendê-los por meio da intuição, é preciso de alguém que nos ensine a manusear e a entender o significado revelado. Comparar as ciências esotéricas com preceitos científicos pode parecer heresia. Mas será que é isso mesmo?


O que é ciência? É um aglomerado de saberes humanos acumulado ao longo do tempo, objetivo e universal. Esse conhecimento é passível de ser comprovado empiricamente ou pela lógica, dotada de um rigor matemático. A ciência, em tese, não admite juízos de valor, como a assertiva de que a vaca é sagrada. 


Os critérios rígidos da ciência excluem a verdade baseada em algo não comprovado conforme seus critérios, embora seja algo observável.  


Não vou falar de todas as áreas do esoterismo, mas do Tarô, minha especialidade. 


Conheci o Tarô ainda nos anos 1980 e foi paixão à primeira vista. Mas, como uma engenheira de objetividade e racionalidade bastante marcantes, mesmo atraída por esse instrumento, sempre tentei compreender seu mecanismo de funcionamento. Só depois de muitos anos consegui desvendá-lo. 


Ao conhecer os livros Arcanos Maiores do Tarô e Arcanos Menores do Tarô, do grande ocultista russo G. O. Mebes, me senti ainda mais desafiada. Uma de suas frases sobre o Tarô foi determinante para mim:


De acordo com a tradição, os sacerdotes de Memphis, prevendo a queda da civilização egípcia, ocultaram seus conhecimentos sob a forma de um baralho que, hoje em dia, é conhecido pelo nome de Tarô, e o legaram aos profanos, sabendo que, devido ao hábito de jogo, tais conhecimentos chegariam à posteridade. (Arcanos Maiores do Tarô, ed. Pensamento, p. 10)


Ficou óbvio que essa enorme tarefa envolvia a existência de preceitos científicos, principalmente a do rigor matemático. A ponto de, apenas com o uso da linguagem numérica, ser possível entender o conhecimento oculto do Tarô.


Conforme a Teoria da Abrangência, o Tarô contém sete tipos de linguagens. Três linguagens estão ligadas à simbologia, a cores e a alguns aspectos astrológicos. Por meio delas, pode-se despertar a intuição e captar fragmentos de conhecimento, mas não se tem uma visão ampliada dele. Essas linguagens foram muito bem estudadas durante séculos e não podem ser desprezadas, mas não representam a essência do Tarô. 


As quatro outras linguagens são totalmente numéricas e capazes de descrever qualquer assunto. Ao conhecer a interligação entre as linguagens, ingressamos no interior do mundo material, dos processos que possibilitam a existência das formas e do sistema energético que os sustenta, assim como podemos chegar à compreensão de possibilidades ainda não realizadas.  


As linguagens numéricas estão ocultas em cada lâmina do Tarô, exatamente da maneira descrita por Mebes. Sem saber disso, gerações e gerações preservaram esses segredos através do vício do jogo. 


Mas não basta conhecer as linguagens para chegar a uma descrição completa da realidade. São necessários modelos que desvelem o funcionamento das quatro dimensões passíveis ao ser humano. 


Cada linguagem invisível corresponde a uma dimensão específica e dá acesso à totalidade da existência. O conhecimento dessas linguagens, pelo uso do Tarô Egípcio, torna possível o estudo das ciências que relacionam o homem com o universo, enquanto microcosmo e macrocosmo.


Com isso, o Tarô assume a condição de saber científico, pois se encaixa nas exigências da ciência:


1. É possível ensiná-lo de uma forma objetiva e universal, não havendo nenhum requisito especial para isso, a não ser o interesse e a dedicação. Não é preciso ser paranormal, sensitivo, nem nada do gênero.


2. Sua comprovação é possível, por observação ou experimentação. É muito fácil averiguar isso.


3. Suas linguagens numéricas correspondem a uma evidência lógica, com o uso do rigor matemático. 


4. O argumento de uma autoridade qualquer não tem nenhum valor: tudo deve ser explicado e justificado. 


5. Não existe juízo de valor. O Tarô não envolve a adoração de um mundo invisível ou a fé cega. Ao contrário, ele desvenda mistérios.   

 

 

 

Sofia Mountian

Sofia Mountian dispensa maiores apresentações – criadora da Teoria da Abrangência, fundadora do Instituto Solaris, presidente da ONG Solaris e uma das sócias da Plênita Consultoria. Sofia, no intuito de esclarecer dúvidas sobre a Teoria da Abrangência, o crescimento do ser humano e assuntos de interesse dos solarianos, escreve mensalmente na Revista Solaris.

 
 
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