edição nº 11 ano 2018
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Máximas solarianas: o que vêm a ser?

 

Imagino que todos os solarianos tenham conhecimento das Máximas criadas pela nossa mestra Sofia Mountian. São pequenas pérolas que sintetizam complexas situações do cotidiano. Elas ajudam a ter percepção da realidade objetiva, o que constitui um dos ensinamentos constantes da mestra em seus cursos. Ao obter uma clara percepção da realidade objetiva, podemos, além de evitar a subjetividade que tanto atrapalha, escolher participar da realidade de modo mais visível, bem-sucedido e transformador. 


Esta seção da Revista da ONG Solaris se dedicará à interpretação das máximas criadas pela Sofia, por meio da descrição de situações vivenciadas por mim, por outros solarianos ou por pessoas em geral. 

 

Serão descritas e ilustradas 22 das Máximas Solarianas, as que são apresentadas periodicamente durante a Meditação dos Regalos. 

 

Embora cada máxima tenha um número, iniciando-se da Máxima nº 1, a ordem de publicação delas na revista será aleatória.

 

 

MÁXIMA 13

“Vivemos em movimento permanente; aprender a se posicionar dentro dele é uma arte e também a única possibilidade de conhecer a direção de sua vida.”


Penso que a situação da minha vida que melhor ilustra essa máxima é a minha mudança para o Canadá. Tive que fazer uma escolha diante de uma situação provocada pelas escolhas do meu filho. Quando ele se mudou para o exterior, há 7 anos, primeiro para a França e depois para o Canadá, conversamos sobre a possibilidade de um dia eu ir morar onde ele estivesse. O fato de poder viver perto dele sempre foi um grande estímulo.


No entanto, eu não levava muito a sério a ideia de mudar, principalmente porque penso que a vida e as escolhas são dele, e só me cabe respeitar e apoiar. Além disso, eu tinha uma vida independente e autônoma no Brasil, estruturada e a meu gosto. 


Mas o tempo foi passando e o movimento que meu filho iniciara me contagiou. Percebi que minha vida também havia mudado em função da partida dele, uma vez que passei a viajar para o exterior uma ou duas vezes por ano para vê-lo, conheci novos lugares, colecionei muitas experiências.


Fui amadurecendo minhas escolhas e, numa de nossas conversas pelo Skype, no fim de 2016, vi a oportunidade de me posicionar mais claramente diante da situação de distanciamento físico do meu filho. Nessa conversa, ele me apontou a possibilidade de eu morar no Canadá e tive imediatamente certeza de que era o que eu queria fazer. As dúvidas quanto a ser ou não adequado ir para perto dele se esvaneceram e senti uma grande calma. Eu poderia pelo menos fazer uma experiência, aproveitando um tipo de visto canadense que me possibilita ficar por dois anos a cada vez que eu entro aqui!


E a experiência está me permitindo ter mais clareza desse movimento em minha vida. Assim, no movimento iniciado pelo meu filho, eu fiz minha escolha, me posicionei, e posso ter agora mais condições de conhecer a direção para minha vida, conforme nos conta a máxima. Estou aprendendo muita coisa nova, precisei desenvolver novas habilidades, estou vivendo uma vida completamente diferente da anterior, o que é bem energético! Esse movimento todo, com quase 70 anos de idade (completo neste ano...), tem sido objetivamente incrível!

 

 

Célia Maria Vasques Miraldo

É psicóloga formada pela PUC e mestre em Psicologia Experimental pela USP. Trabalhou toda a vida profissional em Educação, durante 13 anos como professora na PUC e, nos últimos 16, no SENAI/SP, na área de Avaliação Educacional. Continuou trabalhando, depois de aposentada, como consultora do SENAI Nacional, nessa mesma área. É sacerdotisa do Instituto Solaris, onde ingressou em 1993, tendo participado da elaboração do curso “Eu sou”, destinado a adolescentes.

 
 
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