edição nº 10 ano 2018
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Máximas solarianas: o que vêm a ser?

 

Imagino que todos os solarianos tenham conhecimento das Máximas criadas pela nossa mestra Sofia Mountian. São pequenas pérolas que sintetizam complexas situações do cotidiano. Elas ajudam a ter percepção da realidade objetiva, o que constitui um dos ensinamentos constantes da mestra em seus cursos. Ao obter uma clara percepção da realidade objetiva, podemos, além de evitar a subjetividade que tanto atrapalha, escolher participar da realidade de modo mais visível, bem-sucedido e transformador. 


Esta seção da Revista da ONG Solaris se dedicará à interpretação das máximas criadas pela Sofia, por meio da descrição de situações vivenciadas por mim, por outros solarianos ou por pessoas em geral. 

 

Serão descritas e ilustradas 22 das Máximas Solarianas, as que são apresentadas periodicamente durante a Meditação dos Regalos. 

 

 

Embora cada máxima tenha um número, iniciando-se da Máxima nº 1, a ordem de publicação delas na revista será aleatória.

 

 

MÁXIMA 19

“O conhecimento teórico, não praticado, é absolutamente tóxico, pois faz viver de hipóteses, que trazem uma falsa impressão da realidade.”


Passei por momentos difíceis quando me instalei no Canadá. O relacionamento com minha nora parecia haver se deteriorado e eu estava muito triste. Ela mal respondia às minhas perguntas, não estava junto quando eu estava com meu filho, recusou-se a jantar na minha casa uma ou duas vezes. Só não se recusou mais porque eu parei de convidá-los, é claro. Apenas meu filho passou a vir jantar comigo uma vez por semana. 

 

Em alguns finais de semana, só meu filho saía comigo. Ela dizia estar sempre ocupada. Numa ocasião em que os convidei para assistir a um concerto numa igreja, ela me disse que não faltaria à aula de ioga, a menos que fosse algo que a estimulasse muito. Parei de pensar em programas ou fazer convites! Logo no primeiro mês de minha vida aqui no condomínio onde moro, já havia percebido que deveria deixar que partisse deles qualquer iniciativa de programas em conjunto.

 

Além disso, ela me disse francamente que eu não deveria mais lavar a louça na casa deles, porque poderia quebrar os copos. Realmente, eu já havia quebrado uma caneca... então, não poderia nem retrucar! E, numa outra ocasião em que levei de surpresa uma torta de limão que eles adoram, para sobremesa do almoço, ela me disse que não deveria levar nada sem lhe perguntar antes.

 

Bem, a situação foi ficando clara... ou assim eu pensava, subjetivamente. Ela não queria contato comigo! Certamente, não houve mais nenhum convite, nenhuma torta, nenhuma tentativa de minha parte para nos encontrarmos. Fiquei três meses sem ver minha nora. Apenas meu filho continuou vindo na minha casa todas as semanas. 

 

Em minha subjetividade, eu interpretava o comportamento da minha nora como sendo uma indicação clara de que ela não me queria no Canadá! Quase fiz as malas e voltei para o Brasil, depois de apenas quatro meses. Não tinha vindo aqui para criar conflitos ou separar meu filho dela! E seu comportamento estava bem diferente de quando eu vinha passar o Natal com eles.

 

Eu estava realmente triste! E, como faço nos momentos difíceis, comecei a buscar nos ensinamentos da Sofia algo para me ajudar a sair da subjetividade. Cheguei a esta máxima 19! Adorei! Poderia ter evitado muita tristeza inútil se tivesse me lembrado da máxima mais rapidamente! Percebi ainda que me deixei levar por pensamentos tóxicos, pois não estava praticando o conhecimento. Minhas hipóteses sobre o comportamento da minha nora não passavam de hipóteses! Provavelmente, sem base na realidade!

 

Bem, fiz práticas, pedi para meu gestor astral “conversar” com o gestor astral da minha nora, enviei diariamente energia branca brilhante para ela. E lhe dei o seu tempo para absorver a minha presença mais constante. Hoje em dia, um ano passado da minha chegada aqui, nosso relacionamento flui de um modo bem gostoso! Ela me trata bem, de modo carinhoso, me convida às vezes para um “programa de meninas”, temos nos visto regularmente, os três, nos finais de semana. Eu tive a oportunidade de lhe dizer que para mim não é igual estar com ela ou não estar. Que eu prefiro sempre estar em sua companhia...   Afinal, é a minha única nora e é querida. Achei que ela gostou de ouvir essas coisas... Vamos indo bem!


Célia Maria Vasques Miraldo

É psicóloga formada pela PUC e mestre em Psicologia Experimental pela USP. Trabalhou toda a vida profissional em Educação, durante 13 anos como professora na PUC e, nos últimos 16, no SENAI/SP, na área de Avaliação Educacional. Continuou trabalhando, depois de aposentada, como consultora do SENAI Nacional, nessa mesma área. É sacerdotisa do Instituto Solaris, onde ingressou em 1993, tendo participado da elaboração do curso “Eu sou”, destinado a adolescentes.

 
 
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