edição nº 11 ano 2018
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Antes de mais nada, o que é carma? A tradução da palavra “carma” é “ação”. Mas que tipo de ação? Toda ação tem uma causa, veio de algum lugar. De alguma maneira, essa ação fere o nosso livre arbítrio, pois, queiramos ou não, ela surge.


É uma ação com causa e consequência. O carma é uma lei universal que atua em todos os níveis da vida. O mais importante é entender que ele propicia continuidade. Então nos perguntamos: por que é que as coisas continuam? Porque há ação, causa e efeito. Como diz Paul Brunton, o carma é como uma faca de dois gumes, pode ser positivo ou negativo, ou seja, o carma não é necessariamente ruim. Quando aparece algo bom, ninguém reclama: oh, carma! Já quando algo ruim...


Vamos entender um pouco os três tipos de carma conforme a visão de Blavatsky. Existe o carma completo (vem com tudo!), o carma da continuidade e o carma novo   


O carma completo não tem nada a ver com você. Não é seu, mas você o leva adiante. Normalmente, está ligado a algo familiar e atinge todas as pessoas da família. Pode envolver questões financeiras, por exemplo, quando algum membro da família precisa de ajuda. É o famoso carma familiar.  


O segundo tipo de carma, o da continuidade, está diretamente ligado às vidas passadas. Vem como uma repetição de algo que precisa ser concluído. Este carma é sedutor, tentador. A pessoa se entrega a determinada situação, a determinado relacionamento, e dá continuidade a uma situação já iniciada. Uma grande personagem contracenando com outras personagens. O conteúdo é conhecido por todos, que o repetem sem parar. É um grande espetáculo da vida, recheado de emoções. Com este carma acontece o aprisionamento emocional.


Mesmo começando de forma atraente, este carma se transforma num sofrimento que deve ser obrigatoriamente superado. Podemos chamar essa situação de processo inacabado, preso no tempo. Quando a pessoa consegue se libertar, ganha uma nova chance. O padrão anterior de comportamento não voltará a se repetir. Rompendo este elo, a pessoa consegue fazer algo muito importante para si mesma: mudar seu destino. É o que chamamos de resgate cármico.


O terceiro carma, o novo, surge em função de algum “obsessor” positivo ou negativo que vem com força total. Habitualmente este carma começa a se manifestar na infância trazendo algum dom especial. São crianças superdotadas, mas, em contrapartida, podem apresentar problemas sérios de saúde.  


Quando os efeitos deste tipo de carma se mostram em grande quantidade, é sinal de que o mundo está mudando, de que a sociedade precisa mudar. Pode tanto surgir um gênio quanto crianças com questões de saúde, de gênero, etc. 


O carma novo está relacionado com a humanidade, e não com uma pessoa em particular. Cada vez que este carma começa a se patentear, obriga-nos a efetuar várias mudanças. A criança em si não tem nada a fazer. Se está com câncer, por exemplo, o que ela pode fazer? Daí vêm os pais, vem a ciência, vem o hospital. Muitas pessoas e até instituições passam a se desenvolver em decorrência de sua doença. 


O carma novo ("Ká intruso") sempre funcionou como uma abertura, uma permissão espiritual para introdução de novas ideias que começam a modificar o destino da pessoa. O desenvolvimento científico, cultural, tecnológico e até social sempre dependem de indivíduos que iniciam mudanças. 


É possível dizer que existe uma permissão superior e alguém se habilita a captá-la e a desenvolvê-la, deixando com isso um legado às futuras gerações.


No entanto, é possível desenvolver um carma novo, ou seja, conquistar a permissão para uma nova oportunidade na vida. A conquista dessa oportunidade pode ser dividida em etapas.


1ª Etapa: Libertação 


A primeira etapa necessita de um despertar de vontade para se libertar de situações que provocam sofrimentos e de uma decisão de risco, pois não existe nenhuma pista de como consegui-lo. É um salto no escuro, impulsionado principalmente pela insatisfação com a vida atual.


Normalmente a primeira etapa começa com a constatação de aprisionamento. A prisão é ligada a um medo intenso do futuro, que serve para justificar a não ação ou apatia. Chamamos este estado de acomodação. A decisão é interior, sempre baseada no risco e na impossibilidade de perpetuar tal sofrimento. 


2ª Etapa: Escolha


A segunda etapa permite manter as portas abertas para obter ajuda. É impossível para a pessoa trilhar esta etapa sozinha. O pedido é ouvido por profissionais responsáveis, mestres, egrégora e amigos, que proporcionam a possibilidade de formular as novas possibilidades de escolha. Existem várias tentativas ainda não definitivas. Depois de feita, a escolha resolve o problema, mas ainda sem a fixação necessária. 


Nesta etapa muita ajuda é oferecida, principalmente por meio de conexão espiritual, que traz a permissão para o novo existir. O entendimento da informação gera a possibilidade de regeneração, da abertura de um novo caminho, muitas vezes inimaginável. A sorte brilha e ilumina o destino da pessoa. 


3ª Etapa: Liberdade

 

A terceira etapa é responsável pela introdução das tarefas necessárias para manter a solução encontrada, para torná-la definitiva. 


Esta etapa exige a criação de um esquema de funcionamento definitivo. A escolha assume força de lei, o que possibilita sua existência no cotidiano. Aqui a nova possibilidade encontra as condições vitais para se estabelecer plenamente na vida da pessoa. 


A escolha feita encontra os recursos necessários para que a pessoa tenha absoluta certeza da realização do futuro planejado.


A liberdade é alcançada quando o “NUNCA MAIS” se torna permanente, ou seja, quando o significado disso encontra realidade objetiva para existir. Um carma novo é conquistado. A pessoa muda o seu destino.

 

 

 


Sofia Mountian

Sofia Mountian dispensa maiores apresentações – criadora da Teoria da Abrangência, fundadora do Instituto Solaris, presidente da ONG Solaris e uma das sócias da Plênita Consultoria. Sofia, no intuito de esclarecer dúvidas sobre a Teoria da Abrangência, o crescimento do ser humano e assuntos de interesse dos solarianos, escreve mensalmente na Revista Solaris.

 
 
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