edição nº 4 ano 2019
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Novos tempos
Lei das Corretas Relações Humanas
Princípio da Boa Vontade
Lei do Esforço Grupal
Princípio da Unanimidade
Lei da Aproximação Espiritual
Princípio da Divindade Essencial
Paul Cézanne
     
 
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Compaixão

Compaixão é a energia canalizada para o amor maior. Significa aceitar as fragilidades e as fraquezas dos outros.

Compaixão é valorizar todas as pessoas, estimulando-as no que cada uma tem de melhor. Quando se fala com o coração, os outros sentem confiança e estímulo para se desenvolverem.

 

A energia do amor pode ser aprimorada através da meditação. Tornar-se mestre é extremamente complexo, porque é preciso meditação mais compaixão.

Meditação é a flor e Compaixão a fragrância.

A energia sem meditação é paixão e, com meditação, torna-se compaixão. Paixão e compaixão são a mesma energia.

 

A compaixão liberta o indivíduo, dá liberdade, mas aquela só vem por meio da meditação. Não existe outro jeito.

Para entender o que é compaixão, é preciso entender o que é meditação.

 

Meditação é percepção. Meditação não é concentração, mas relaxamento – a pessoa simplesmente relaxa em si mesma. Relaxamento significa deixar-se ficar num estado em que não se está fazendo nada. Trata-se de um estado de não fazer.

 

Se a pessoa quer relaxar, a aceitação é o caminho. Aceitar qualquer coisa que acontece em volta, deixar que se torne um todo orgânico.

Busca-se, então, compreender a unidade orgânica da existência, vivendo constantemente num templo, diante do sagrado e do divino.

 

A respiração é a ponte entre a pessoa e o todo.

Não é a pessoa que está respirando, é a existência que está respirando a pessoa. É uma mudança na forma e ela acontece naturalmente.

Se a alma for encoberta pelas formalidades, pelos deveres, pelas regras que são cumpridas com relutância, o ser humano só pode se arrastar pela vida.

 

A verdadeira pessoa de entendimento nem é dura com os outros, nem é dura consigo, pois se trata da mesma energia. 

Viver de acordo com o entendimento é compaixão.

 

Primeiro traga a luz para dentro do seu ser. Deixe que a chama se acenda na sua consciência... Daí em diante, você nunca mais perguntará como ajudar as pessoas. Naturalmente sua própria presença e o que quer que faça serão de grande ajuda.

 

Quando se ama, o ego desaparece. Se uma pessoa ama imensamente, ama incondicionalmente, ama tudo, então não pode existir ego.

 

Pela própria natureza das coisas, se alguém quer mudar alguma coisa neste mundo, tem que mudar primeiro a si mesmo.

Só com essa experiência é que se pode dar aos outros o gostinho do amor, da meditação, do silêncio, da religiosidade.

 

A compaixão é o florescimento supremo da consciência.

A pessoa mostra compaixão porque a sente, não porque os outros precisam.

A compaixão é espontânea, é natural, é como respirar. 

Quando uma pessoa sem compaixão é bondosa com alguém, há um profundo insulto por trás desse gesto – ela está humilhando o outro e está satisfeita com essa humilhação. O indivíduo a quem foi oferecido o gesto, ficará de alguma maneira, zangado e com desejo de se vingar.

 

Compaixão não é bondade, simplesmente é o ato de deixar que o divino flua através de si.

A bondade fortalece o ego, e a compaixão só surgirá quando o ego desaparecer por completo.

 

Nunca condene ninguém e nunca exalte a si mesmo, do contrário se perderá. Aceite o modo como as pessoas são. Esse é o jeito delas, e quem você é para decidir se elas estão certas ou erradas. Se elas estiverem erradas vão sofrer, se certas vão ser abençoadas.

 

Compartilhe o seu ser, mas deixe que os outros sigam o seu próprio destino. Esse destino é desconhecido, ninguém sabe o que vai florescer...


 

Texto baseado num trecho extraído do livro: OSHOO florescimento supremo do amor. São Paulo: Editora Cultrix, 2015.



Laura Paladino de Lima

A solariana Laura Paladino de Lima, integrante do Grupo Liberdade, é formada em História e Administração pela PUC-SP. Dedica-se ao estudo da História da Arte em instituições como PUC-SP, MASP e ICIB (Instituto Cultural Ítalo Brasileiro). Autora do livro Gigi e as Se(r)mentes (São Paulo, Totalidade, 2001, 2a ed.).
 

 
 
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