edição nº 4 ano 2019
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Caminho Evolutivo no século XXI
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Zona de conforto e Plano B

Normalmente entendemos a expressão “zona de conforto” como uma vida que não causa medo, ansiedade ou qualquer tipo de ameaça que possa gerar sofrimento.  


A zona de conforto não significa necessariamente ociosidade nem preguiça. A pessoa pode desempenhar muitas atividades diariamente, mas dentro de um método previamente estabelecido e que não sofre nenhum tipo de mudança. O desempenho é constante, porém limitado à sensação de segurança plena. Nesse caso, a pessoa sabe perfeitamente o que e como certa atividade deve ser executada. A conclusão é previsível e até satisfatória, pois reforça a segurança para o dia seguinte.


Afinal, a zona de conforto é boa para o ser humano ou é importante lutar contra ela?


É uma pergunta bastante complexa, pois teoricamente é bom sair dessa área de segurança, mas, na prática, a situação é outra: a pessoa presa a ela não tem energia suficiente para efetuar o movimento de saída.


Quando atuamos conforme regras familiares e ficamos satisfeitos com o resultado alcançado, podemos dizer que a zona de conforto está funcionando. Mas muitas vezes, nessa zona, passamos a viver sem contato com a realidade, sem compartilhar o que produzimos, abrindo as portas para a inércia e a comodidade. A inércia, sim, elimina a participação da pessoa no mundo. 


É sempre importante buscar uma experiência real, pautada na realidade. A curiosidade faz com que a pessoa tente experimentar algo novo, despertando uma motivação que pode oferecer mudanças importantes. A inércia, ou a zona de conforto mental ou emocional, é sempre danosa, pois com ela a curiosidade de vivenciar situações diferentes desaparece.  


É muito bom viver em um ambiente gostoso, aconchegante, sem questionar como tudo funciona. Muitas vezes nos habituamos à existência de certas situações que não dependem de nós, mas de que usufruímos.


A zona de conforto é algo positivo quando não significa apego, mas apenas prazer em estar bem e em cuidar um pouco de si. Ela cria a necessidade de garantia de bem-estar, segurança e proteção. Essas condições são indispensáveis para não querermos abandonar essa zona, mesmo sabendo que são artificiais e dependem de diversos fatores externos. É o nosso porto seguro.


Ter um porto seguro, principalmente quando ele nos protege e elimina a necessidade de reagir pessoalmente às tempestades, não é nada mal.   


A instabilidade, tanto no trabalho como em casa, produz medo, muitas vezes transformado em um pânico incontrolável, ou seja, numa energia extremamente pesada e sufocante. A pessoa sai da zona de conforto. 

 

Nessa situação é importante ter um porto seguro que atue em determinado espaço físico mas que não obedeça apenas às nossas vontades, incluindo também obrigações e cuidados.  


A existência de um porto seguro envolve, por exemplo, uma poupança financeira ou um Plano B para enfrentar turbulências. Mas, cuidado, o Plano B teórico pode não funcionar na prática, ou seja, no momento de tensão. Ele já deve ocupar determinado espaço em nossa vida, deve haver determinada rotina de seu uso diário. É o seguro contra eventuais dificuldades.


Até o fato de utilizar os instrumentos da Teoria da Abrangência, como a Matriz Multidimensional e o Eneagrama, pode se tornar um Plano B muito útil, desde que exista experiência de aplicação anterior.  


O porto seguro que criamos para casos de necessidade é muito importante, pois traz independência e prontidão para enfrentar os imprevistos e as tempestades na vida. É o local perfeito para cuidar de si e recarregar as energias, para poder enfrentar o mundo real com força total. Esse espaço cria independência, mas ele deve ser testado diariamente, mesmo que isso não envolva nada prático no momento. Precisamos ficar algum tempo fora da zona de conforto, fora do ambiente familiar, fazendo atividades que potencializem a mais bela das potencialidades do ser humano: transformar-se.

 

 

 

Sofia Mountian

Sofia Mountian dispensa maiores apresentações – criadora da Teoria da Abrangência, fundadora do Instituto Solaris, presidente da ONG Solaris e uma das sócias da Plênita Consultoria. Sofia, no intuito de esclarecer dúvidas sobre a Teoria da Abrangência, o crescimento do ser humano e assuntos de interesse dos solarianos, escreve mensalmente na Revista Solaris.

 
 
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