Máxima solariana nº7

 

Máximas solarianas: o que vêm a ser?

 

Imagino que todos os solarianos tenham conhecimento das Máximas criadas pela nossa mestra Sofia Mountian. São pequenas pérolas que sintetizam complexas situações do cotidiano. Elas ajudam a ter percepção da realidade objetiva, o que constitui um dos ensinamentos constantes da mestra em seus cursos. Ao obter uma clara percepção da realidade objetiva, podemos, além de evitar a subjetividade que tanto atrapalha, escolher participar da realidade de modo mais visível, bem-sucedido e transformador. 


Esta seção da Revista da ONG Solaris se dedicará à interpretação das máximas criadas pela Sofia, por meio da descrição de situações vivenciadas por mim, por outros solarianos ou por pessoas em geral. 

 

Serão descritas e ilustradas 22 das Máximas Solarianas, as que são apresentadas periodicamente durante a Meditação dos Regalos. 

 

Embora cada máxima tenha um número, iniciando-se da Máxima nº 1, a ordem de publicação delas na revista será aleatória.

 

 

MÁXIMA 07

“Não existem caminhos fechados; a limpeza mental é indispensável para a percepção das oportunidades.”


Há quatro anos, eu estava procurando um apartamento para morar. Eu havia vendido o anterior e precisava encontrar logo minha nova casa, pois todas as minhas coisas estavam amontoadas num guarda-móveis e eu estava morando com uma amiga. Eu havia dito a ela que ficaria em sua casa por três meses e já se haviam passado seis. Eu não conseguia encontrar um apartamento de que gostasse ou que eu pudesse comprar. 


Eu havia visitado mais de 30 apartamentos e havia gostado muito de seis, mas não conseguia fechar o negócio com nenhum, pelas mais variadas razões. Em duas ocasiões, o dono desistiu de vender na última hora, já com a reunião de assinatura do contrato marcada! Em outra ocasião, a ex-mulher do dono resolveu comprar a parte dele do apartamento e eu perdi, novamente, um negócio praticamente fechado. E assim foram muitas as situações que me afastavam da sonhada casa.  


Durante todo esse tempo, eu permaneci com apenas uma corretora de imóveis, pois considerava que seria infidelidade de minha parte sair com outros corretores para ver outros apartamentos. A pessoa que me acompanhava nessa jornada era uma jovem, muito dedicada, que estava realmente se esforçando para me encontrar um local. Mas, depois de quase seis meses de buscas, não havíamos encontrado nada que fosse viável para mim.


Eu fazia tudo o que tinha aprendido no Solaris – aceitava as negativas e as portas fechadas com coragem, fazia minha tela mental diariamente, limpando as frustrações e visualizando um novo apartamento. Mas, apesar de aceitar que o mundo invisível traz caminhos não compreendidos por nós, pobres mortais, eu estava ficando muito irritada, sobretudo por estar morando com uma amiga para quem eu havia dito que ficaria apenas três meses. E seis meses já se haviam passado...


 

E, então, aumentei a limpeza de minha mente, me desapegando da ideia de que eu não poderia procurar apartamentos com outra pessoa, pois isso seria uma traição. Eu disse a mim mesma que poderia, sim, solicitar a outro corretor que me mostrasse mais apartamentos, desde que eu avisasse a corretora que me acompanhara até aquele momento. Dez dias depois de abandonar a ideia rígida, comprei meu apartamento! Penso que essa limpeza mental que fiz, deixando de lado um pensamento limitador, me ajudou a perceber novas oportunidades! Beleza de máxima!


Célia Maria Vasques Miraldo

É psicóloga formada pela PUC e mestre em Psicologia Experimental pela USP. Trabalhou toda a vida profissional em Educação, durante 13 anos como professora na PUC e, nos últimos 16, no SENAI/SP, na área de Avaliação Educacional. Continuou trabalhando, depois de aposentada, como consultora do SENAI Nacional, nessa mesma área. É sacerdotisa do Instituto Solaris, onde ingressou em 1993, tendo participado da elaboração do curso “Eu sou”, destinado a adolescentes.