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PORTAL SOLARIS
Máxima solariana nº10

Máximas solarianas: o que vêm a ser?

 

Imagino que todos os solarianos tenham conhecimento das Máximas criadas pela nossa mestra Sofia Mountian. São pequenas pérolas que sintetizam complexas situações do cotidiano. Elas ajudam a ter percepção da realidade objetiva, o que constitui um dos ensinamentos constantes da mestra em seus cursos. Ao obter uma clara percepção da realidade objetiva, podemos, além de evitar a subjetividade que tanto atrapalha, escolher participar da realidade de modo mais visível, bem-sucedido e transformador. 


Esta seção da Revista da ONG Solaris se dedicará à interpretação das máximas criadas pela Sofia, por meio da descrição de situações vivenciadas por mim, por outros solarianos ou por pessoas em geral. 

 

Serão descritas e ilustradas 22 das Máximas Solarianas, as que são apresentadas periodicamente durante a Meditação dos Regalos. 

 

 

Embora cada máxima tenha um número, iniciando-se da Máxima nº 1, a ordem de publicação delas na revista será aleatória.

 

 

MÁXIMA 10

“Não adianta premeditar o que vai acontecer, pois a realidade é sempre diferente da imaginada.”


O nosso querido Eucário1  é o protagonista da situação que ilustra a sabedoria contida nesta máxima! Quando damos mais espaço para nossas expectativas do que para a observação da realidade, gastamos energia desnecessariamente, perdemos oportunidades e permanecemos na subjetividade. Eis o relato do próprio Eucário:

 

“Como era sabido pelos meus colegas solarianos, após mais de 30 anos trabalhando na mesma empresa, eu estava extremamente ansioso para aposentar. No final de 2016, a empresa lançou um plano de demissão voluntária do qual fiquei de fora por 3 meses e 13 dias! É claro que fiquei decepcionado e passei a premeditar e aguardar o próximo plano de demissão, já que atingiria as condições necessárias para a tão esperada aposentadoria em abril de 2017. Passei as semanas anteriores a essa data esperando o tal plano de aposentadoria que, claro, não veio. Após a data em que dei entrada nos documentos e efetivamente aposentei, decidi não sair de imediato, pois ainda esperava ansiosamente esse plano.

 

Passaram-se três ou quatro meses e eu continuava premeditando o que faria se a empresa lançasse outro plano de desligamento voluntário. Mas, ao analisar as possibilidades de desligamento da empresa, percebi que, se trabalhasse mais alguns dias, teria um incentivo financeiro. Nesse momento, marquei a data de desligamento e efetivamente deixei a empresa, sem, é claro, receber o tão esperado pacote de desligamento!”.

 

É fácil imaginar a frustração e a ansiedade do Eucário durante todo esse tempo! É assim que acontece quando deixamos de lado a observação da realidade e ficamos estagnados imaginando ou desejando uma situação diferente. O desgaste energético é grande e, na verdade, é simples lidar com a situação, embora nem sempre sejamos capazes de nos dar conta disso, de que basta evitar a premeditação do que vai acontecer e seguir o fluxo de acontecimentos de modo objetivo.

 

 

 

1 Eucário R de Oliveira Jr., formado em Gestão de Pessoas, está aposentado em um grande banco estatal onde trabalhou por 35 anos e 6 meses como gerente de contas. É sacerdote do Instituto Solaris desde 1991.

 

 

Célia Maria Vasques Miraldo

É psicóloga formada pela PUC e mestre em Psicologia Experimental pela USP. Trabalhou toda a vida profissional em Educação, durante 13 anos como professora na PUC e, nos últimos 16, no SENAI/SP, na área de Avaliação Educacional. Continuou trabalhando, depois de aposentada, como consultora do SENAI Nacional, nessa mesma área. É sacerdotisa do Instituto Solaris, onde ingressou em 1993, tendo participado da elaboração do curso “Eu sou”, destinado a adolescentes.