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Aprendendo a mudar

Em muitas regiões do mundo circulavam histórias sobre o reino lendário chamado Shambala ou Agartha, que foi fonte de sabedoria humana. Conforme essas lendas, era um lugar de paz e prosperidade, governado por soberanos sábios e compassivos. 

É a imagem de um reino que representa o ideal de convivência entre as pessoas sem recorrer a uma atitude religiosa específica. Os ensinamentos de tradições antigas fundamentam-se na premissa de que existe uma sabedoria humana básica capaz de resolver os problemas do mundo. Trata-se da condição de pessoas guerreiras. Rei Davi e Rei Artur podem ser citados como exemplos de guerreiros.

A condição do guerreiro não significa entrar em guerra com os outros. A chave do espírito guerreiro é não ter medo de si próprio e encontrar uma força interior capaz de lançar luz sobre a sociedade humana.

Essa luz não esconde nada e permite resolver problemas complexos de convivência entre os povos. Uma sociedade de guerreiros é uma sociedade iluminada.

O Caminho do Guerreiro está aberto a qualquer pessoa. É o caminho do destemor e reflete o potencial humano de superar a própria limitação.

Dizem que o ser humano já nasce pronto, com um destino traçado, porém isso não é verdade. A mudança é possível.

Vamos entender melhor como viabilizá-la. É importante constatar que a mudança não ocorre nas condições habituais em que a pessoa se encontra no dado momento.

Normalmente a mudança começa com um forte desejo, embora ele nem sempre esteja claro como finalidade. A pessoa sente um grande impulso para ingressar num novo caminho, diferente da vida monótona que leva.

Mas a abertura para o novo não acontece apenas com o desejo e não anuncia necessariamente a sua chegada, embora os sinais da necessidade de se fazer algo sejam bastante evidentes e com frequência desagradáveis.

Enfim, qualquer insatisfação com a vida atual pode gerar a necessidade de uma mudança. Queremos realizá-la a todo custo, mas nem sempre nos mexemos.

Enxergamos claramente que algo deve ser feito, mas não conseguimos fazer nada. Surge o conflito entre a necessidade de mudar e a impossibilidade de superar a inércia, que muitas vezes é confundida com a preguiça.

É este o momento de começar o Caminho do Guerreiro. O principal objetivo desse caminho é acessar um bem disponível a cada um. Trata-se da força de superação, capaz de estabelecer um hábito baseado na mudança efetuada e introduzida na vida do guerreiro.

O trabalho com o Caminho do Guerreiro foi desenvolvido por mim e é lecionado no Solaris faz mais de 10 anos. Ele se mostra cada vez mais atual e relevante. É dividido em 3 etapas: Libertação, Escolha e Liberdade.

A primeira etapa é a mais importante, pois sem ela o caminho não pode ser iniciado. Aqui é preciso do despertar da vontade para se libertar de situações que provocam insatisfação e sofrimento, o que envolve uma decisão de risco, pois não existe nenhuma pista de como se fazer isso. É um salto no escuro, movido muito mais por não se aguentar a vida como ela é. Mas a decisão para lutar contra a condição de apatia em relação a sua situação existencial deve ser tomada.

Normalmente a primeira etapa começa com a constatação de aprisionamento. A prisão está relacionada com o medo do futuro, que justifica a não ação ou apatia. Chamamos esse estado de acomodação.

A acomodação é um estado de justificação para não mudar, pois o mundo não ajuda em nada. Nesse caso, a energia necessária para mobilizar a mudança é substituída por emoções que impossibilitam a pessoa de procurar uma saída.

Não podemos misturar o desejo de não viver em estado de insatisfação com emoções que procuram minar a vontade de mudar. O bom senso, nesse momento, trabalha a favor da acomodação, de não se fazer nada, e a pessoa fica à espera de mudanças externas.

No dia 19 de agosto, vamos oferecer o workshop CAMINHO DO GUERREIRO. VAMOS COMEÇAR!

O Caminho do Guerreiro nunca pode ser iniciado com baixa vibração, ou seja, com a que usamos no nosso cotidiano, sentindo cansaço e desânimo. Precisamos de um reforço energético.

O workshop vai se concentrar nas dificuldades de introduzirmos uma nova rotina, pois, mesmo sabendo que ela é ótima, não conseguimos mudar nossos hábitos para implementá-la.
 
Percebemos que o estado de acomodação eliminou a voz ativa e forte da nossa vontade. Vozes e opiniões interiores discutem sem parar. O estado de anarquia e desordem foi instaurado e não pode ser eliminado, pois perdemos o comando.

As técnicas oferecidas no workshop vão ajudar você a introduzir uma nova rotina sem chicote, mas com a consciência de um grande desejo de mudar, de contagiar seu mundo interior e de estabelecer uma vontade unificada de libertação. É o trilhar do Caminho da Liberdade.

Com a voz do desejo interior cada vez mais intensa, ela vai tornar sua presença marcante no mundo.

O workshop vai tratar principalmente da luta contra obesidade, mas é válido para qualquer hábito que a pessoa deseja introduzir em sua vida.

O desejo e a possibilidade de mudança não envolvem somente problemas com a saúde. Precisamos estar preparados para acontecimentos que provocam mudanças inesperadas, como a perda de um emprego, um rompimento familiar, um divórcio ou a perda de um ente querido. A aposentadoria, que normalmente pega a pessoa despreparada, também pode se tornar um impulso de mudança.

O começo da mudança é igual para qualquer situação. A voz da nossa vontade terá de ser clara e predominante para nos guiar no caminho que se inicia.

 
Sofia Mountian
Sofia Mountian dispensa maiores apresentações – criadora da Teoria da Abrangência, fundadora do Instituto Solaris, presidente da ONG Solaris e uma das sócias da Plênita Consultoria. Sofia, no intuito de esclarecer dúvidas sobre a Teoria da Abrangência, o crescimento do ser humano e assuntos de interesse dos solarianos, escreve mensalmente na Revista Solaris.
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