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Egrégora

A palavra “egrégora” não aparece nos dicionários comuns, mas é bastante usada em grupos ligados à espiritualidade e ao conhecimento metafísico ou em confrarias. Conforme algumas fontes, o significado de “egrégora” provém do grego egregorien, que significa “velar, cuidar”. No nosso contexto, indica uma força que nasce da reunião de energias físicas, emocionais e intelectuais de pelo menos duas pessoas juntas. Já segundo Maria Tereza de Queiroz Piacentini, professora de português: “A origem do termo ‘egrégora’ é a mesma de ‘gregário’, do latim gregariu: que faz parte da grei, ou seja, rebanho, congregação, sociedade, conjunto de pessoas. No plano da espiritualidade, usa-se o nome ‘egrégora’ para designar um grupo vibracional, um campo de energia sutil em que se congregam forças, pensamentos ou vibrações com um determinado fim ou direcionamento espiritual”1.

Essas definições certamente nos ajudam a inaugurar o tema, mas estão longe de demonstrar sua abrangência. Para isso, é preciso entender a origem e a força da energia protetora e construtiva das egrégoras. Pensemos, então, nos princípios mais importantes do seu funcionamento:

•    Origem da fonte geradora de uma egrégora

A origem de uma egrégora é sempre muito elevada, pertencendo ao Plano Universal2, que é responsável pela manutenção de vida inteligente no planeta. Essa tarefa tão árdua envolve uma série de substâncias sutis capazes de circular entre os planos e materializar a vontade do Universal.

A fonte geradora do Plano Universal consegue criar uma substância sutil contendo uma ideia inovadora e necessária para a humanidade, uma fonte especial de conhecimento que mantém nosso grau espiritual, moral e intelectual em níveis adequados.

Sabemos que as religiões tradicionais foram criadas por seres muito especiais, que conseguiram dar às pessoas esperança e consolo para aguentar destinos muitas vezes cheios de percalços, sem sentido ou proteção. E assim acontece com as egrégoras, ou seja, elas sempre começam em torno de uma pessoa que estabelece o canal com o Plano Universal, ou que tenha sido enviada por ele. Não há egrégora sem um criador nos Planos Físico e Vital. No entanto, esse criador não é um deus, ele conhece muito bem sua condição de servir e de obedecer às necessidades do Plano Universal.

•    Capacidade de materialização dessa fonte

O alcance da fonte criadora depende da capacidade que o criador tem de reunir pessoas em torno do conhecimento e das práticas espirituais da egrégora. A possibilidade de materialização também depende muito do tipo de conhecimento e de sua necessidade por determinada época histórica.

Quanto ao criador, existe um requisito fundamental: dedicação total à sua missão, isto é, além de passar o conhecimento, o criador faz das práticas espirituais uma rotina permanente de sua vida. Ele ensina o que pratica.

•    Constância no funcionamento de uma egrégora

A constância no funcionamento é o mais difícil de ser alcançado, pois esbarra com a enorme dificuldade que as pessoas têm de serem fiéis a algo novo, sem aprovação da Lei Geral. De fato, vivemos de acordo com convenções sociais que ocupam todo nosso tempo e atravancam qualquer mudança, dificultando a dedicação constante a novos hábitos. No entanto, a regularidade da prática espiritual e do uso do conhecimento é essencial para manter a fonte vibratória da egrégora em frequência adequada. As regras de funcionamento de uma egrégora não podem ser quebradas em hipótese nenhuma, devem ser levadas com disciplina. Desse modo, apenas um grupo muito fiel ao conhecimento pode ser capaz de dar apoio ao mestre da egrégora. Sem esse esforço coletivo, o funcionamento físico dela torna-se inviável. No fim, são os participantes do grupo que possibilitam a manutenção do contato com a fonte do Plano Universal.

A constância depende de dedicação individual e da existência de um grupo unido ao redor da fonte geradora da egrégora. A existência de um mestre vivo facilita muito essa tarefa.

•    Poder de uma egrégora

O poder de uma egrégora é inestimável. É uma fonte que protege, cura e revitaliza as pessoas que entram em contato com ela, mas esse poder vai muito além disso. É imensurável a contribuição das egrégoras ao enriquecimento da bagagem criativa e inspiradora da humanidade.

O mestre que inicia uma egrégora deixa um legado formalizado, cujo conteúdo nem sempre é compreendido na sua época mas que conserva uma sobrevida por muitos séculos. Os livros dos grandes alquimistas, por exemplo, foram, e são, de extrema importância para as gerações que sucederam a eles. Com sua busca ininterrupta das chaves das transformações da natureza, eles deram enorme contribuição à química, à medicina e à metalurgia. Os alquimistas formam uma egrégora muito antiga, iniciada, conforme a tradição, por Hermes Trismegisto e sua Tábua de Esmeraldas.

Os templários e os cátaros são também bons exemplos. Eles são grandes inspiradores da literatura, da arquitetura, da filosofia e da vida espiritual, mantendo seus princípios morais na nossa vida cotidiana. A lenda do Santo Graal, tão explorada pelos cátaros, conserva-se viva sendo a busca de uma energia espiritual elevada que existe em cada ser humano. 

•    Condição fundamental para a existência de uma egrégora

Uma egrégora, além de proteção, é uma possibilidade de evolução para o ser humano. E sabemos que a humanidade só pode evoluir se os indivíduos evoluírem. As egrégoras, sendo ligação permanente com a fonte geradora, trazem permissão para esse crescimento acontecer. Existe, no entanto, uma condição fundamental: a egrégora não pode ser regulamentada pela Lei Geral. Isso não significa que se trata de uma organização subversiva, mas simplesmente que o conhecimento que fundamenta a egrégora ainda não foi aceito ou aprovado pelas regras vigentes. É sempre algo inovador.

Essa condição exige um posicionamento moral dos participantes, pois, além deles, o mestre não tem para quem apelar. Ele jamais irá reclamar a algum órgão regulador, como os do sistema judiciário. De qualquer maneira, o contato com o Plano Universal não permite que esse criador morra de fome, pois o conhecimento inovador inevitavelmente atrai certas pessoas para a egrégora que o representa. Muitas vezes, os principais discípulos trazem ligações com determinada egrégora de outras vidas. Esses buscadores são responsáveis pela propagação das novas ideias e do novo conhecimento.

A egrégora é uma família que perpassa séculos. O fato de pertencer a ela garante um salto evolutivo que muda a vida da pessoa. Mas a constância no cumprimento dos princípios e nos compromissos assumidos não pode ser desprezada.

Certamente não é fácil encontrar uma egrégora que reúne todas essas qualidades. Normalmente, esses grupos não são ostensivamente divulgados. Mas para aqueles que procuram, as portas vão estar abertas.

O Solaris é hoje uma egrégora, pois vive em função de sua força geradora e da presença de pessoas que se dedicam a ela. A Egrégora Solaris possui um conhecimento inovador e indivíduos que recebem sua força e proteção e, ao mesmo tempo, cumprem com suas responsabilidades, diante da própria vida e do grupo. Nas palavras de Piacentini, somos “um grupo vibracional, um campo de energia sutil em que se congregam forças, pensamentos ou vibrações”. Somos solarianos.

1Extraído de: http://www.kplus.com.br/materia.asp?co=74&rv=Gramatica
2De acordo com a Teoria da Abrangência, a existência pode ser compreendida pelo conceito de três planos: Plano Físico, Plano Vital e Plano Universal. No Plano Físico a pessoa existe em forma tridimensional, com seu corpo e sua personalidade; no Plano Vital funciona como um membro da sociedade e, atualmente, como objeto de consumo; e no Plano Universal ela existe como um registro, uma fonte de informação.

Sofia Mountian
Sofia Mountian dispensa maiores apresentações – criadora da Teoria da Abrangência, fundadora do Instituto Solaris, presidente da ONG Solaris e uma das sócias da Plênita Consultoria. Sofia, no intuito de esclarecer dúvidas sobre a Teoria da Abrangência, o crescimento do ser humano e assuntos de interesse dos solarianos, escreve mensalmente na Revista Solaris.
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