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Espada de Dâmocles e notícias sobre o núcleo do Planeta Terra


A espada de Dâmocles é uma lenda grega datada de 200 a.C. Conta a história do conselheiro da corte de Dionísio, o Velho, um tirano de Siracusa. O tirano vivia em um palácio rodeado de beleza e requinte, com uma criadagem pronta para cumprir todas as suas vontades. Muitos cidadãos de Siracusa invejavam sua vida e riqueza, mas não como Dâmocles, um amigo íntimo e conselheiro que expressava abertamente sua inveja.

Costumava aparecer no palácio de Dionísio dizendo que era um homem de muita sorte, tendo tudo que se podia desejar. O Velho, farto de ouvir isso todos os dias, propôs a seu amigo que passasse uma noite em seu lugar, o que o outro aceitou prontamente.

Dâmocles teve acesso à riqueza e às mais belas mulheres do harém do tirano. Contudo, entre bebidas e divertimentos, o protagonista deu-se conta de que havia algo errado. Bem acima de sua cabeça, estava pendurada uma espada afiadíssima, presa por um fio frágil do rabo do cavalo favorito de Dionísio.

Dâmocles questionou Dionísio sobre o motivo de a espada ter sido posicionada assim. O tirano explicou que vivia desse modo de caso pensado, para lembrar-se do risco de perder tudo. Ao ouvir isso, o conselheiro decidiu devolver o posto ao tirano e nunca mais declarar sua inveja pelo medo de perder a vida.

É uma lenda interessante, pois lembra a humanidade da necessidade de se manter alerta à realidade. Afinal, somos inquilinos deste planeta, sabemos pouco de sua vida real e cuidamos mal dele.

Tudo o que a humanidade desenvolveu parece ter lhe trazido a arrogância de achar que pode fazer o que lhe der na telha no planeta. Mas não é bem assim.

Na semana passada, li dois artigos, um em russo e outro em português (citados abaixo), sobre o Núcleo do Planeta, o campo magnético que está desaparecendo, e a certeza de mudanças iminentes no âmbito planetário.

Dois cientistas chineses, Yang e Song, publicaram um resultado bombástico: o núcleo do Planeta Terra, sua parte mais profunda, parou de girar. E mais: talvez esteja girando no sentido contrário do giro planetário!

Uma parte dos cientistas fala do fim do mundo, outra não acredita, mas todos estão chegando a uma conclusão: mudanças planetárias estão vindo com consequências inimagináveis. E, dessa vez, o homem não é o grande vilão, pois nada depende dele.

Vamos tentar compreender melhor. A Terra é constituída de camadas: a crosta, o manto, o núcleo externo e o núcleo interno. Parte mais inacessível, o núcleo interno é uma esfera quente de ferro sólido, próxima do tamanho de Plutão, situada numa profundidade de 5 mil quilômetros, envolvida por um núcleo externo líquido que possibilita a rotação da porção mais interna em movimento diferente da rotação da Terra, é como um “planeta dentro do planeta”.

A rotação do núcleo interno se realiza por impulso de um campo magnético do núcleo externo e é equilibrada por efeitos gravitacionais do manto. Segundo os cientistas chineses, este núcleo parou, trazendo consequências importantes ao campo magnético. Mas isso não é novidade para o planeta. Ocorre uma vez a cada 40 mil anos. No começo, o campo magnético desaparece e, depois, volta como se tivesse dado um grande tranco, mudando os polos magnéticos: o polo sul vira polo norte, e vice-versa.

Quando há pouca atividade no núcleo e enfraquecimento do campo magnético, a radiação cósmica aumenta em demasia. Na última mudança, há 40 mil anos, surgiu o homem consciente. A questão é: será que a radiação mais elevada ajudou o ser humano a dar o salto qualitativo que possibilitou o acesso a níveis mais elevados de consciência?

Os cientistas mais otimistas falam do desaparecimento completo do campo magnético em até dois mil anos. Mas pode acontecer a qualquer momento, amanhã ou daqui a mil anos, ninguém sabe. Eles acham que a radiação geral pode aumentar duas ou três vezes, mas isso não significa o fim da humanidade. É possível viver e sobreviver.

A notícia triste vai para a tecnologia. Curiosamente, todos os esforços tecnológicos estão concentrados em desenvolver Inteligência Artificial, enfraquecendo o poder de aprendizagem das pessoas. Mas os robôs não vão sobreviver, nem a Internet ou os computadores.

A espada de Dâmocles está acima de nossas cabeças. Mas, assim como Dâmocles abdicou do poder, da riqueza e dos prazeres para escapar da ameaça de morte, o homem também tem uma saída, mas que não está no âmbito planetário. A única alternativa é aumentar o poder vibracional, capaz de aguentar as radiações mais potentes.

Apesar de tudo, este é o grande salto que alguns indivíduos vão conseguir dar, um salto para a transformação de ser humano em super-humano, capaz de suportar radiações mais elevadas e de se fixar em níveis de consciência mais elevados.

Bibliografia:
Site “Segredos do mundo”, por Cecília Fernandes
Fontes:
https://www.uol.com.br/tilt/ultimas-noticias/deutschewelle/2023/01/24/o-dia-em-que-a-terra-parou-nucleo-do-planeta-inverteu-sentido-de-rotacao.htm https://www.kp.ru/daily/27457/4711363/

Sofia Mountian
Sofia Mountian dispensa maiores apresentações – criadora da Teoria da Abrangência, fundadora do Instituto Solaris, presidente da ONG Solaris e uma das sócias da Plênita Consultoria. Sofia, no intuito de esclarecer dúvidas sobre a Teoria da Abrangência, o crescimento do ser humano e assuntos de interesse dos solarianos, escreve mensalmente na Revista Solaris.
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