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Gatas, as deusas da casa

Sempre recomendei às pessoas que moram sozinhas e que passam muito tempo longe de casa um animal de estimação, de preferência uma gata.

É já conhecido o respeito que nutriam pelos gatos no Egito antigo. Ligado a Bastet, Bastis ou Ubastit, deusa egípcia do amor, da alegria, do erotismo e da fertilidade, o animal era também venerado. No Egito antigo fazer mal a um gato era terminantemente proibido. O castigo envolvia a morte, e por insistência dos próprios parentes do criminoso, que temiam a ira de Bastet. A deusa foi muitas vezes simbolizada pela imagem de uma gata ou de uma mulher com a cabeça de gata. E isso não surpreende, pois as mulheres têm um quê de gata, pela graciosidade, pela beleza, pela força e pela intuição.

No entanto, para dizer a verdade, minha recomendação não tinha muito a ver com o aspecto lendário da gata, mas com a necessidade de manter a vitalidade no lar. A pessoa que passa o dia fora de casa, só voltando de noite e cansada, precisa de um lar caloroso e tranquilo. E os gatos resolvem esse problema. Gostam da casa, sobretudo as fêmeas, mantendo o bem-estar, a calma e a limpeza astral. Sim, os gatos de fato conseguem limpar as impurezas do ambiente, as energias negativas, inclusive as do dono.

Também os gatos, sendo excelentes caçadores, eliminam os insetos e as baratas. Além disso, os cuidados com eles são mínimos − não passeiam, e só precisam de comida, água e areia para viver. É verdade que têm um temperamento peculiar, sempre muito independentes e exigentes. O caráter dos gatos é totalmente diferente do dos cães. Os gatos não admitem gritos nem maus-tratos e, nesse caso, tornam-se vingativos. Na relação com eles, é preciso de carinho, de dedicação e de muito afago.

Outro dia, encontrei num site russo um artigo muito curioso de Dária Liubímskaia. Ela escreve que muitos especialistas indicam uma gata a mulheres que moram sozinhas e que querem encontrar um novo amor. Afirmam ainda que a gata é uma espécie de terapeuta.

A mulher, no convívio com a gata, começa a imitar sua graciosidade, sua liberdade na aceitação da própria sexualidade e seu tipo de fragilidade. Por outro lado, ela mostra muita independência, algo desafiante, pois a feminilidade e a fragilidade não são excluídas. É a independência da mulher que sabe ser feliz sozinha, que não depende de um homem para isso. 

A autora cita a história de Mila, de 33 anos. Mila conta que era muito tímida e tinha medo dos homens. Certo dia, uma amiga deu-lhe uma gata persa. A gata lhe parecia muito segura e satisfeita de si. Subia no seu colo sempre quando queria algo, com o comportamento de uma rainha, olhando para os outros como se fossem seus súditos. Depois de algum tempo de contato, Mila começou a perceber mudanças em si, no seu modo de ser. As pessoas notaram que sua postura tornou-se mais segura e, ao mesmo tempo, mais feminina, como uma soberana. Ela recebeu uma promoção no trabalho, e os homens começaram a notar sua presença. Mila até conseguiu engatar um namoro sério. Percebeu que, assim como a sua gata, ela passou a sentir-se muito à vontade ao assumir o prazer de viver: livre e independente, sem deixar de ser frágil e sensual. Sua estima por si aumentou muito, inclusive, sua timidez desapareceu.

Para quem quer ter um gato em casa, Liubímskaia dá cinco dicas, sobretudo às mulheres:

1. Ter uma gata é melhor do que ter um gato, pois a fêmea é mais ativa, sabe viver sozinha e é muito feminina e graciosa. A gata não precisa de parceiros − ela se basta. 

2. Passe bastante tempo com a gata e observe seu comportamento. Tente imitá-la. No começo, será preciso de algum esforço, mas, com o tempo, essas atitudes serão seu novo jeito de ser.

3. Não mime a gata, nem faça tudo o que ela quer, mas nunca grite com ela ou a magoe.

4. Quando alguém entra na sua casa, principalmente um homem, e a gata não gosta dele, é um péssimo indicativo. Nem pense em relação: afaste-se dele.

5. A gata não substitui o seu parceiro de vida, mas pode auxiliar o encontro. Apresente sua gata aos possíveis candidatos, isso vai ajudar nos contatos iniciais. E, se a pessoa gosta de gatos, já é um ponto positivo e de grande valor! Além de um assunto comum, provavelmente ela vai querer voltar para o lar acalentado pela vitalidade da gata.

Não custa experimentar! De qualquer maneira, em busca de novos amores ou não, posso garantir que a presença de uma gata em casa muda o ambiente e desbloqueia a feminilidade peculiar de cada mulher.

Sofia Mountian
Sofia Mountian dispensa maiores apresentações – criadora da Teoria da Abrangência, fundadora do Instituto Solaris, presidente da ONG Solaris e uma das sócias da Plênita Consultoria. Sofia, no intuito de esclarecer dúvidas sobre a Teoria da Abrangência, o crescimento do ser humano e assuntos de interesse dos solarianos, escreve mensalmente na Revista Solaris.
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