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Inteligência Artificial (IA)

Estamos vivendo em uma era de grandes mudanças e invenções. A maior delas é a Inteligência Artificial (IA). Mas o que é isso?

Fiz uma breve pesquisa e selecionei algumas informações que pareceram interessantes para mim, uma leiga no assunto, e acredito que sejam também para vocês.

A história da Inteligência Artificial está relacionada com os primeiros computadores. As pesquisas iniciais, datadas da década de 1950, foram baseadas em estudos de Alan Turing (1912–1954), um matemático inglês considerado o pai da IA.

Foi em uma conferência em Dartmouth, em 1956, que o termo “Inteligência Artificial” passou a ser usado.

John McCarthy (1927–2011), conhecido pelas pesquisas nesse campo, definiu a IA: “Fazer a máquina comportar-se de tal forma que seja chamada inteligente caso fosse este o comportamento de um ser humano”.

E foi aí que tudo começou: “Já nos anos 1960, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos iniciou suas primeiras pesquisas, que consistiam em treinar um computador para emular raciocínios humanos básicos”[1].

No entanto, mesmo com a intensificação dos estudos nas décadas de 1980 e 1990, os resultados ainda estavam longe do esperado pelas mentes mais sonhadoras. Foi no século 21 que os avanços na área se tornaram mais consistentes, com a explosão do uso de computadores e celulares. 

A IA trata de inteligência, um conceito bastante vago. Para os pesquisadores Fabio G. Cozman e Hugo Neri: “Um agente inteligente de forma geral deve ser capaz de representar conhecimento e incerteza; de raciocinar; de tomar decisões; de aprender com experiências e instruções; de se comunicar e interagir com pares e com o mundo”[2].

A ideia é que as máquinas executem tarefas sem a intervenção humana, sendo capazes de interpretar dados e resolver questões para atingir objetivos. Para isso, são necessários volumes estratosféricos de dados digitais que precisam ser continuamente alimentados: “trata-se de estimar, a partir de dados, uma função que relaciona um grande número de entradas (por exemplo, o conjunto de palavras em um texto) a um grande número de saídas (por exemplo, o conjunto de palavras que sumariza a entrada)”, continuam Cozman e Neri.

A base para esse armazenamento de dados, conforme sintetiza artigo da Neoway, está no entrelaçamento de tecnologias:

Modelo de dados: estruturas utilizadas para processar, categorizar e analisar dados;

Big Data: disponibilização de grandes volumes de dados;

Poder de processamento: trata-se da capacidade operacional do sistema em processar as informações.

Uma das ferramentas que mais se popularizou nos últimos tempos foi o ChatGPT[3], da OpenAI, “uma espécie de solução inteligente personalizada que permite uma melhor experiência para o usuário e oferece respostas de forma simples e rápida” (neoway.com). As opções oferecidas são aparentemente impressionantes: “ele pode criar artigos inteiros, poesias, textos de dissertação, receitas, contos, etc. Para isso, usa as perguntas do usuário e as transforma em respostas”.

No entanto, os sistemas realmente capazes de solucionar problemas sem a ajuda humana, de “pensar”, têm avanços bem mais tímidos se comparados aos sistemas que oferecem apenas formas diferentes de armazenar dados e de interagir com eles.

Em todo caso, é indiscutível que a IA tornou-se uma realidade em nossas vidas: “hoje é parte do mundo real e de fato influencia a sociedade; cenários de ficção científica discutidos em décadas anteriores agora fazem parte do debate sobre essa tecnologia” (COZMAN; NERI).

Isso tudo tem um lado fascinante e outro um tanto perturbador, mas o ser humano leva uma grande vantagem. Nossa consciência é criativa e naturalmente ilimitada, é o nosso lado divino. Já a Inteligência Artificial é uma criação humana, portanto limitada e “situacional”. Pelos menos, por enquanto.


[1]  “Como funciona a inteligência artificial?” Disponível em: https://blog.neoway.com.br/inteligencia-artificial/

[2] COZMAN, Fabio G.; NERI, Hugo. “O que, afinal, é Inteligência Artificial?” Inteligência artificial: avanços e tendência, Instituto de Estudos Avançados da USP, 2021. Disponível em: https://www.livrosabertos.sibi.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/download/650/579/2181?inline=1

[3] ChatGPT. Disponível em: https://chat.openai.com/auth/login

Sofia Mountian
Sofia Mountian dispensa maiores apresentações – criadora da Teoria da Abrangência, fundadora do Instituto Solaris, presidente da ONG Solaris e uma das sócias da Plênita Consultoria. Sofia, no intuito de esclarecer dúvidas sobre a Teoria da Abrangência, o crescimento do ser humano e assuntos de interesse dos solarianos, escreve mensalmente na Revista Solaris.
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