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Lei do Esforço Grupal

Dando prosseguimento às leis e aos princípios que servem de base à vida atual, vamos conhecer agora a Lei do Esforço Grupal. Lembrando que um princípio é uma motivação, uma fonte de energia, uma afirmação que visa a uma melhora geral da humanidade, enquanto uma lei é a formulação em palavras do que está implícito num princípio, possibilitando que ele se manifeste na prática.

LEIS PRINCÍPIOS

Corretas Relações Humanas Boa Vontade

Esforço Grupal Unanimidade

Aproximação Espiritual Divindade Essencial

A Lei do Esforço Grupal nos direciona para a conscientização de que, além de indivíduos, somos integrantes de diversos grupos: da família, do trabalho, da comunidade, da nação e da humanidade.

É uma lei que estimula as pessoas a trabalharem em cooperação e harmonia, visando a uma meta comum, mesmo que essa não satisfaça os desejos individuais.

A aplicação dessa lei, portanto, favorece a organização e o desenvolvimento da vida coletiva, o que é fundamental para o equilíbrio dos relacionamentos neste mundo globalizado.

Grupos são associações de indivíduos unidos por uma ideia, um propósito e um serviço comuns. Isso exige de seus membros um alto grau de sintonia, integração e dedicação mútua a um único objetivo, algo que só possa ser atingido por um consenso que nasce internamente e se manifesta externamente.

Um conjunto de indivíduos é por si só uma entidade viva, composta da soma das unidades, que resulta numa força manifesta. Como o ser humano, a entidade grupal é estruturada de diferentes partes: (1) um espírito, que traz o aspecto integrador; (2) uma alma, que resulta das combinações dos aspectos mentais e emocionais dos membros; e uma manifestação física, que se expressa na organização e nas atividades do grupo. A reunião dessas partes forma a personalidade do coletivo.

A integração interna e espontânea dos grupos surge basicamente em virtude da presença de um propósito único, que estabelece uma meta a ser atingida. Os grupos não são formados para beneficiar seus membros individualmente, mas para atingir um objetivo maior, algo inalcançável por ações individuais.

Atualmente observamos a vigorosa força de novos coletivos, formados principalmente em redes sociais, sendo capazes de grandes transformações, como a derrocada de governos autoritários.

O objetivo básico da Lei do Esforço Grupal é a elevação do todo, pois, em certo plano de nossa existência, o que é buscado de forma individual pode ser atingido mais rapidamente pela combinação de diversas unidades.

A individualidade, embora necessária para a formação de grupos, deve se integrar plenamente ao propósito comum, de forma que a expressão egoísta seja impossibilitada. Assim, dentro do coletivo, as preferências das pessoas não devem interferir no processo conjunto, pois desvirtuam o objetivo e a vida gerais. O amor, a tolerância, a compreensão e a disposição para servir são qualidades que precisam ser desenvolvidas, cultivadas e postas em prática, enquanto a critica, a autoafirmação, a indiferença e outras tendências separatistas devem ser eliminadas.

O relacionamento dentro de um grupo exige, portanto, habilidade e esforço. Quando, porém, esse conjunto obtém unidade e atividade harmônica, ele pode ajudar a manter e a intensificar a força de cada um dos seus membros. Assim, existe um estímulo recíproco: tanto o grupo quanto o indivíduo são beneficiados.

Essa lei indica que a evolução individual depende também da evolução do coletivo e, em última análise, de toda a humanidade.

No mês que vem, vamos tratar do Princípio da Unanimidade.

Texto baseado em Meditação e Síntese – Parassíntese, Visão e Missão (São Paulo, Ed. Totalidade, SP, 2004). Organizado pelo CEPAZ, o livro reúne textos de Roberto Assagioli, fundador da Psicossíntese.

Laura Paladino de Lima
A solariana Laura Paladino de Lima, integrante do grupo Liberdade, é formada em História e Administração pela PUC-SP. Dedica-se ao estudo de História da Arte em instituições como PUC-SP, MASP, ICIB (Instituto Cultural Ítalo Brasileiro), IICSP (Instituto Italiano de Cultura SP). Autora do livro Gigi e as S(r)mentes (São Paulo, Totalidade, 2001, 2ª. ed.).
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