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Mantras

Hermes Trismegisto é conhecido como o pai da filosofia hermética e foi analisado no livro Caibalion: estudo da filosofia hermética do Antigo Egito e da Grécia (Três Iniciados. São Paulo, Editora Pensamento, 1993.)

Existem sete princípios herméticos, que, conforme o livro, são:

  1. O Princípio de Mentalismo. O Todo é Mente; o Universo é Mental.
  2. O Princípio de Correspondência. O que está em cima é como o que está embaixo e o que está embaixo é como o que está em cima.
  3. O Princípio da Vibração. Nada está parado; tudo de move; tudo vibra.
  4. O Princípio de Polaridade. Tudo é duplo; tudo tem polos; tudo tem o seu oposto; o igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau; os extremos se tocam; todas as verdades são meias verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados.
  5. O Princípio de Ritmo. Tudo tem fluxo e refluxo; tudo tem seus mares; tudo sobe e desce; tudo se manifesta por oscilações compensadas; a medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda; o ritmo é a compensação.
  6. O Princípio de Causa e Efeito. Toda Causa tem seu Efeito, todo Efeito tem sua Causa; tudo acontece de acordo com a Lei: o Acaso é simplesmente um nome dado a uma Lei não reconhecida; há muitos planos de causalidade, porém, nada escapa à Lei.
  7. O Princípio de Gênero. O Gênero está em tudo; tudo tem o seu princípio masculino e o seu princípio feminino; o gênero se manifesta em todos os planos.

O poder do mantra se reflete perfeitamente no terceiro princípio: “O Princípio da Vibração. Nada está parado; tudo de move; tudo vibra”.

Dizem que nada faltará a quem compreende e aplica o princípio da vibração. O estímulo de uma vibração cria uma ressonância que leva à manifestação da experiência desejada. Ou seja, a experiência pode ser alcançada através da entoação de mantras.

“Mantra”, palavra de origem sânscrita, tem diversos significados, tais como: “instrumento da mente”, “linguagem divina”, “linguagem espiritual humana”.

As escrituras iogues frequentemente comparam o mantra a um barco ou a uma ponte que um aspirante pode tomar para atravessar a lama da ilusão criada pelo mundo externo e atingir o centro da consciência interior.

“No início era o verbo. E o verbo estava com Deus. E o verbo era Deus.” (João 1:1)

O poder do mantra não é limitado pelo tempo, pelo espaço ou pela causalidade, pois pode ser ouvido por todos que têm ouvidos para ouvir.

Ao repetir um mantra, a pessoa deve fazê-lo com certo prazer, e não repeti-lo de forma rápida e mecânica, com pressa em acabar. A entoação de mantras deve ocorrer com fé e devoção.

Mantras são ferramentas poderosas não só para atrair o que se espera, mas como uma forma de meditação.

O místico sufi Vilavat Inayat Khan falou dos efeitos do mantra no corpo físico: “A prática do mantra literalmente amassa a carne do corpo com a repetição de sons. As células delicadas dos complexos feixes de nervos são submetidas a um martelar constante, um ataque à carne pelas vibrações do som divino”.

A prática do mantra acalma, energiza, tem poder de limpeza e de cura física.

No Solaris entoamos com frequência um mantra formado por vogais: I-E-A-O-U. Essa prática energiza o corpo inteiro. Quando se pratica pela manhã, a forte vibração criada é mantida ao longo do dia.

A origem desse mantra é muito antiga. O poder das vogais foi mencionado por Pitágoras, pelos livros da Cabala, pelos antigos sábios indianos. O mestre brasileiro Jorge Adoum também tinha grande apreço por esse mantra.

Entre os mantras que praticamos no Solaris, vale destacar ainda o poderoso mantra de cura OM-AUM-ZOÉ-HUM.

O sucesso da prática de mantras vem de sua correta entoação, vibração, repetição, e da própria intenção de conexão com a força espiritual.

Sofia Mountian
Sofia Mountian dispensa maiores apresentações – criadora da Teoria da Abrangência, fundadora do Instituto Solaris, presidente da ONG Solaris e uma das sócias da Plênita Consultoria. Sofia, no intuito de esclarecer dúvidas sobre a Teoria da Abrangência, o crescimento do ser humano e assuntos de interesse dos solarianos, escreve mensalmente na Revista Solaris.
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