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Que água mineral escolher?

Nosso corpo é constituído de 60% a 70% de água, chegando a 90% no caso dos bebês, e sua hidratação continuada é fundamental, como sabemos. No entanto, no mercado há tantas opções de água mineral que fica difícil escolher uma delas. Mas, afinal, o que devemos observar na hora de comprar água mineral?

O segredo certamente não está na beleza das embalagens, mas nas propriedades químicas da água. Em primeiro lugar, é importante nos certificarmos de que se trata realmente de água mineral, ou seja, com mais sais minerais do que a água comum. Depois, precisamos pensar no pH, que revela o grau de acidez ou de alcalinidade das substâncias.

O pH é avaliado numa escala de 0 a 14, sendo 7 o índice de neutralidade (o pH normal, neutro, do sangue deve ficar entre 7,35 e 7,45). Índices acima de 7 denotam alcalinidade, enquanto abaixo acidez. A regra é simples: quanto maior o pH de uma substância, mais alcalina e rica em oxigênio, ou: quanto menor o pH, mais ácida e pobre em oxigênio. Qualquer alimento sólido ou líquido que prejudique o equilíbrio do pH do sangue irá comprometer o organismo, que tentará compensar isso com seus estoques de minerais básicos (magnésio, potássio, cálcio, etc.).

Assim, quando escolhemos uma água mineral, devemos observar o item “características físico-químicas” no rótulo, no qual o pH está indicado. As águas de pH entre 8 e 10 são consideradas medicinais. Enquanto as com pH abaixo de 7,35 não são nada extraordinárias, mesmo revestidas de um belo marketing. É preciso de muita atenção nisso, pois muitas marcas famosas deixam a desejar nesse quesito.

O mesmo critério, por sinal, pode ser aplicado a todos os alimentos. Grosso modo, os alimentos alcalinos são: frutas, como kiwi, limão, mamão, manga, melão, morango, pera (enquanto, segundo alguns especialistas, cerejas e ameixas são ácidas), legumes e verduras, principalmente quando crus, como abóbora, aipo, agrião, alface, alho-poró, aspargo, beterraba, berinjela, brócolis, cebola, cenoura, chicória, espinafre, pepino, quiabo, rabanete (enquanto amendoim, batata, grão-de-bico, lentilha e feijões em geral são considerados ácidos). Já os principais alimentos ácidos são: açúcares, bebidas alcóolicas, carnes (sobretudo as de origem bovina, a melhor pedida são os peixes), alguns grãos, laticínios e derivados (sobretudo os queijos amarelos, a melhor pedida são os iogurtes naturais, os queijos frescos e as ricotas), farináceos e derivados (sobretudo a farinha branca), ovos e alimentos industrializados em geral. Está claro que o que ocorre atualmente é um elevado consumo de alimentos com alto grau de acidez, uma das causas para a chamada acidose (acúmulo de ácido no sangue e nos tecidos), que traz variadas e gravíssimas consequências ao nosso corpo. Contudo, não é preciso retirar todos os alimentos ácidos do cardápio, mas consumi-los em quantidades muito menores do que os alcalinos (numa proporção de 20% de ácidos para 80% de alcalinos, conforme muitos médicos recomendam). Alguns alimentos, no entanto, podem ser evitados com mais rigor, como o café (pH em torno de 4,0), o refrigerante, mesmo o light (pH em torno de 2,0), e o açúcar, um dos maiores vilões quando se trata de acidez.

Então, façamos um brinde básico à nossa saúde: com um pouquinho de atenção à dieta e à água que ingerimos, faremos maravilhas a ela.

Maria Bovè Martinez
Solariana, profa. de português, podóloga e terapeuta corporal da linha reichiana.
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