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Regra de 3

Trecho retirado da palestra ministrada por Sofia Mountian na sede da ONG Solaris em março de 2010.

Como saber se estamos diante de uma oportunidade? Como saber qual é a melhor escolha a se fazer? Na realidade, não há certezas, o que importa é fazer uma escolha. Fazer uma escolha certa significa continuar e conseguir realizar alguma coisa. O objetivo principal é a realização. O resultado sempre surge com a desintegração, culminando num produto. Quando a pessoa faz uma escolha, mas não a realiza, não acontece a desintegração. Essa situação faz com que o indivíduo fique estagnado, sem interesse por realizar nada ou mesmo sem a percepção de outras possibilidades. Desse modo, não se trata de escolhas certas ou erradas, mas da capacidade de realizá-las. Então, a questão que se revela é: como concretizar nossas escolhas?

Qualquer produto, como vimos na nossa última coluna, “Vivendo com o Gestor”, precisa da união de três elementos para se tornar uma unidade, que são: a motivação, a ação e a comunicação, sendo que esses três processos são gerenciados pelo Gestor.

Antes de mais nada, para realizar qualquer coisa, precisamos ter domínio sobre a motivação, pois é a única coisa que depende apenas do indivíduo. A nossa motivação, sendo uma unidade, também é formada da união de três componentes, ou seja, há três tipos básicos de emoções, que são: emoção individual, grupal e institucional, que abarca o cotidiano. Assim, se soubermos detectar que tipo de emoção está com problema, podemos saná-lo, mantendo a motivação focada na realização.

Depois da motivação, precisamos trabalhar a comunicação. Diferentemente daquela, o produto do processo de comunicação não conta apenas com o indivíduo, pois há um diálogo envolvido. No entanto, como qualquer unidade, a comunicação também é composta de três elementos, que são: o conteúdo, a solução prática e a informação. Primeiramente, para conseguirmos nos comunicar, precisamos fazer limpezas mentais, eliminando todo o lixo acumulado na nossa mente, caso contrário, não temos coragem de expressar os pensamentos do arquivo de conteúdo. De todo modo, ao falar, o indivíduo começa a gerenciar o invisível a partir do Gestor. Por que o invisível? Porque o que é falado não tem comprovação alguma: do invisível, do não material, uma ideia é transformada em algum registro, que é o produto final da conversa.

Se você dá uma dica de curso a alguém, por exemplo, um registro é criado. A lembrança do registro por parte do interlocutor depende de como você o influenciou e de como tudo isso ficou guardado em sua memória, ou seja, também depende da motivação dele. Se a pessoa se lembrar de você, há várias possibilidades de realização desse registro. A pessoa pode ter ficado tão empolgada que imediatamente se inscreve no curso. Ou, mesmo empolgada, ele deixa o registro na memória e vai realizá-lo futuramente. Ela pode, por exemplo, ver um filme que alude ao assunto do curso indicado, e só então vai procurá-lo.  

Usar o registro é transformar uma possibilidade numa atividade pessoal, ou seja, ir do Plano Universal ao Plano Físico. Com esse movimento, o indivíduo se abre para novas possibilidades de registros. O Gestor é capaz de trabalhar com as três partes do processo de comunicação e transformar esse processo em algum tipo de registro, que poderá ser materializado. 
 
Além da motivação e da comunicação, há o processo de ação, que é um grande componente da realidade objetiva, pois através dele chegamos a um produto material, capaz de existir de modo independente, ou seja, como um fato. O processo de ação, também formado por três elementos, parte de um projeto no papel, depois busca recursos para a sua realização e então transforma o planejado em algo material, capaz de ser exposto e utilizado pelas pessoas, que, nesse momento, não querem saber quem foi o pai da criança. O Gestor também é capaz de organizar e movimentar os detalhes que geram um fato ou produto.

Para realizar nossas escolhas, portanto, precisamos lidar com os três processos através do Gestor. A importância da comunicação e da ação não é muito questionada, mas a motivação, um dos três elementos essenciais de qualquer produto, muitas vezes não é levada em consideração. Por isso, cuidemos também dela: precisamos de motivação para aproveitar um registro, que poderá ser materializado. É assim que as verdadeiras mudanças acontecem em nossa vida. Da regra de três, nasce uma independência existencial: surge a força que desintegra e permite que a existência passe de em um plano para o outro e, por fim, se concretize.

Sofia Mountian
Sofia Mountian dispensa maiores apresentações – criadora da Teoria da Abrangência, fundadora do Instituto Solaris, presidente da ONG Solaris e uma das sócias da Plênita Consultoria. Sofia, no intuito de esclarecer dúvidas sobre a Teoria da Abrangência, o crescimento do ser humano e assuntos de interesse dos solarianos, escreve mensalmente na Revista Solaris.
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