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Summer Break

Vem chegando o verão, um calor no coração, aquela alegria batendo na porta, férias e praia à vista. E este ano, a Copa do Mundo. Os EUA estão elétricos, está uma maravilha sem fim, parece o Brasil, todo mundo entrando na vibe dos jogos. Uma coisa incrível!

Amanhã é o começo oficial do verão, o solstício, nossos dias mais longos, o que já é uma festa em si. Luz traz alegria. Eu vou deixar o drama do meu Marco e família à Tennessee Williams para a próxima coluna. Para quem não leu, pode voltar para as colunas deste ano, que são todas sobre o Street Car Named Desire. Eu não li a peça, não vi o filme com o Marlon Brandon e a Vivien Leigh, mas tenho uma ideia vaga do drama que vai se desenrolar e hoje não estou para drama. Estou para Summer Break.

Daqui a pouco começa o jogo entre o Japão e a Tunísia e eu quero assistir.

Acho que meus olhos já esbugalhados de tanta tela vão sofrer um withdrawn se eu deixar de ver este jogo noturno.

E o que eu quero mesmo é escrever sobre A COPA!! Amanhã irei ao meu primeiro jogo da Copa. Será no Sofi, nosso estádio, aqui em Los Angeles, onde foi a abertura oficial dos jogos nos EUA, um evento colossal, achei de muito bom gosto, adorei a Kate Perry e o banquete de celebridades, Tom Cruise, George Lucas, Brad Pitt, Leonardo de Caprio, David Beckam, Bill Gates, entre outros, e o mais importante: foi um jogo fenomenal dos meninos norte-americanos que deixou todo mundo boquiaberto!! O meu jogo será entre a Bélgica e o Irã. Os dois times jogaram bem na primeira rodada, eu gostei, com certeza será bem competitivo, porque estão empatados numa chave com a Nova Zelândia. Os estádios pelo país afora estão arrebatados de torcedores, vai ser épico.

Quero mencionar o jogo do Equador contra o Curaçau. Eu amo um goleiro que entra em campo, pronto, capaz e com vontade de vencer, tem cada goleirinho, que vou te contar, vai dormir no ponto na casa da vó… O do Curaçau ganhou medalha de ouro hoje. Bateu recorde de defesas numa Copa do Mundo em tempo normal – o recorde com tempo extra é do americano Tim Howard, aliás, contra a Bélgica, em 2014. Meu tio dizia que os primeiros Pompeus apareceram na Bélgica… Outro dourado foi o nosso Endrick; se estivesse um passinho para trás, teria feito o gol mais bonito da Copa.

Vai lá, Ancelotti.

Põe nossos meninos para jogar.

E marcar muitos gols.

Daniela Pompeu
Daniela Pompeu, brasileira-americana, neta, filha, sobrinha e irmã de jornalistas, mora em Los Angeles, Califórnia. Graduada em Inglês pelo Hunter College, Nova Iorque, com especialização em Literatura Medieval. Formada em Acting pelo Catherine Gaffigan Studio of Acting, Nova Iorque. Escreve um blog semanal: www.danielawrites.net . Autora dos livros "Tea with Dani", "It's with H, Sir" e "Never Let a Good Crisis Go to Waste, I Can't Stand the Bull Crap".
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