A parábola do fazendeiro chinês começa assim: “Um dia, o cavalo do fazendeiro foge. Os vizinhos aparecem e dizem que aquilo é um grande infortúnio. O fazendeiro apenas responde: ‘Talvez’”. É uma das que eu mais gosto e me remete a algo muito importante e valioso em minha vida. Esse “talvez” é repetido muitas vezes nesse conto e foi esse “talvez” que me despertou mais um pouco.
Esse conto me remete à questão de ter nascido acreditando no mundo invisível muito mais que no visível e ao porquê me mantenho assim até hoje.
Fui uma criança extremamente criativa, sensível e “inventiva”, meus pais estavam ocupados com outras situações da vida e, quando eu falava “minhas coisas”, como eles diziam, não davam muito bola, não pediam para eu parar nem diziam que era mentira. E assim eu me voltei ainda mais para o mundo invisível e fui aprendendo, com minhas brincadeiras, sozinha, a ouvir, sentir e entender, mas claro que eu não sabia disso na época.
Quando cresci, isso me causou muitas situações difíceis. Tentei interromper o contato com esse mundo invisível, que hoje chamo de espiritualidade, mas o Mundo Espiritual nunca me abandonou, ainda bem!
Quando estava com meus 15 anos, comecei a pedir para me levarem à terapia. Eu sabia que precisava de ajuda, só consegui quando estava com 25 anos, no ano 2000, e através de duas amigas da minha mãe que tinham montado uma clínica holística conheci aquela que seria minha primeira mestra, Regina Celi, também solariana. Com ela aprendi o Reiki, que faz parte de mim até hoje, e comecei a entender esse mundo invisível, que era, ao mesmo tempo, uma bênção e uma maldição, porque eu ainda não sabia lidar com ele.
Absorvi tudo que ela tinha para me ensinar, mas o mais importante dentre todos os ensinamentos e todas as habilidades que eu estudava com certeza foi ter aprendido a ter autorresponsabilidade, nada se consegue sem autorresponsabilidade, nenhum talento dá bom resultado sem autorresponsabilidade.
Então ela me apresentou ao Eneagrama e à Matriz e me disse: “Você precisa conhecer o Solaris, tenho certeza que vai se sentir em casa”, e lá se vão 17 anos de Solaris. Cheguei numa quarta-feira, dia 29 de abril de 2009, era uma manhã com palestra gratuita da Mestra Sofia sobre por que algo que queremos muito tem 50% de chance de dar certo e 50% de dar errado, a resposta dela foi que tudo dependia de nós!
De lá pra cá foram muitos anos de aprendizagem, muitos cursos, muitas palestras, e a cada dia tenho mais certeza de que a base para que todos esses ensinamentos sejam realmente absorvidos e usados sempre que necessário é a autorresponsabilidade, ou seja, saber que tudo parte de nós, como participar das situações, como fazer uso pleno dos talentos e conhecimentos que temos, como escolher estar neste mundo.
Meu filho disse que preciso viver até os 150 anos e a Mestra Sofia disse que o ser humano já tem permissão para isso, então vou seguir estudando, buscando, aprimorando e testando, sempre com a mente aberta, mas muito atenta às respostas que o Mundo Espiritual me mostra e à maneira como ele mostra!