Eu não pude acreditar no que o time da seleção Argentina aprontou no final da Copa. Não sei o que mais me chocou, a violência física ou o time inteiro virar as costas para os meninos da Espanha durante a entrega da taça. Tampouco vou esperar a Fifa, a Zica ou a Krika tomarem a decisão de punir o absurdo que foi, eu tomei a minha decisão. Boicotarei a Argentina até a Copa de 2034. Mesmo se jogar contra o Brasil, não assistirei ao jogo, escutarei no rádio.
Acho que não resta nenhuma dúvida sobre quem é o GOAT do esporte. Foi aquele que apareceu no telão no intervalo dizendo, “please say with me three times, love, love, love”. Que faz gol só com o pé e a cabeça. Que não vira a cara para vencedor. Aliás, o golden boy deles acaba de tomar uma multa aqui na liga nacional por bater num jogador. Freaking thugs.
Escutar esporte no rádio é uma aventura. Rádio é tão legal. Muito mais livre de se expressar do que no vídeo. Quando viajo de carro, eu escuto jogo direto no rádio. Normalmente são jogos da NBA do Lakers, o ritmo é bem mais rápido que o futebol, os locutores são um show à parte. Da geração dos netos de rádio, os podcasts então… nem se fala. Sou produtora de um, No Agenda, maravilhoso. Vale conferir.
“Um ônibus chamado alegria”
Dormi mal aquela noite.
Teve zunido de pernilongo no meu ouvido a noite inteira. A casa fazia ruídos, uma coisa estranha, amedrontadora. Há tempos não escutava pernilongos. Acho que pelo clima seco de Brasília, as pragas não existem por lá.
O lençol era uma crosta. Roçava na minha pele, e o ventilador rangia, devagar e sempre, até cheiro ruim eu sentia… “acordei” cedo.
Como um gato, na ponta dos pés, saí do meu quarto.
Passei por uma porta. Estava aberta, vi de canto de olho uma cama e um…
Jesus, a bunda dele.
Desci para a salinha.
O relógio na parede, torto, mostrava que eram 7 da manhã.
Eu tenho de sair daqui.
Para onde ir?
Sempre que estou em dúvida, sigo para uma padaria. Segui. Peguei meus últimos trocados e fui.
Eita, ladeirão. Parecia pagar promessa.
A cada passo lembrava da quantia que aquele chefe me devia, um, dois, três, quatro, cinco, seis mil, e assim continuei ladeira abaixo.
Lembrei que era domingo.
Esse Marco deve comer presunto à beça…um bello sporcaccione!
Que Marco que nada, Clara! Pense no pão de queijo maravilhoso à sua espera!! Sorri e continuei contando os milhares do calote que tomei.